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EUA recusam-se a nomear responsáveis pelo ataque em Ancara

Os Estados Unidos recusaram-se hoje a nomear um responsável do ataque de quarta-feira no centro de Ancara, que provocou pelo menos 28 mortos, pedindo contenção tanto à Turquia como aos combatentes curdos.

A Turquia acusou o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e as milícias curdas da Síria de terem perpetrado o ataque, garantindo que teve "uma ligação direta" com os combatentes das Unidades de Proteção do Povo (YPG) curdas.

"Não somos capazes de confirmar ou desmentir as afirmações do Governo turco no que diz respeito à responsabilidade" do ataque, afirmou hoje o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby. "Para nós, a questão mantém-se em aberto e sabemos que há uma investigação em curso", acrescentou.

A Turquia "tem o direito de se proteger dos ataques terroristas no seu território", sublinhou John Kirby, numa conferência de imprensa em Washington, antes de lembrar que os Estados Unidos "já pediram à Turquia que pare de bombardear o outro lado da fronteira", na Síria, tal como eles "pediram às YPG que ajam com moderação".

Na quarta-feira, pelo menos 28 pessoas morreram e 61 ficaram feridas no centro da capital turca na sequência de um atentado com um carro armadilhado contra uma coluna militar.

Lusa

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