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Israel mantém 700 palestinianos presos sem acusação

Mais de 700 palestinianos estão presos em Israel sem acusação ou julgamento, indicou hoje a organização não-governamental (ONG) Clube dos Prisioneiros Palestinianos.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Stephen Lam / Reuters

O número de prisioneiros mantidos presos ao abrigo da controversa lei de detenção administrativa de Israel aumentou por causa de uma série de detenções desde o início de uma nova vaga de violência, em outubro, indicou a ONG em comunicado.

Nos termos da lei da detenção administrativa, Israel pode manter suspeitos encarcerados sem julgamento por períodos de seis meses renováveis indefinidamente.

O sistema está de novo na berlinda devido à greve de fome do jornalista Mohammed al-Qiq, que está há 87 dias sem ingerir comida, em protesto por estar preso sem julgamento.

O sistema israelita tem sido criticado pelos palestinianos, por grupos de direitos humanos e pela comunidade internacional.

O Coordenador Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Médio Oriente, Nickolay Mladenov, levantou a questão da prisão detenção administrativa na quinta-feira, num discurso proferido no Conselho de Segurança da ONU.

Segundo Mladenov, qualquer pessoa presa no âmbito daquele sistema deveria "ou ser acusada ou imediatamente libertada".

O representante da ONU manifestou também a sua "extrema preocupação com a deterioração do estado de saúde" de Qiq.

Israel argumenta que a detenção administrativa, uma política herdada do protetorado britânico sobre a Palestina, é essencialmente um instrumento para prevenir ataques enquanto, ao mesmo tempo, permite manter secreta informação sensível.

Mais de 7.000 palestinianos estão atualmente em prisões israelitas, incluindo os que estão sob detenção administrativa, de acordo com o Clube dos Prisioneiros.

Entre eles, estão cerca de 30 pessoas que estão na prisão desde antes da assinatura, em 1993, dos Acordos de Oslo.

A Autoridade Palestiniana fez da libertação deles uma condição para o reatamento das negociações de paz suspensas com Israel.

Lusa

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