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Grécia manifesta à UE o descontentamento com o reforço de fronteiras nos Balcãs

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, manifestou hoje à União Europeia (UE) o seu descontentamento com o reforço unilateral de fronteiras nos Balcãs que estão a deixar milhares de migrantes bloqueados na Grécia.

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego.

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego.

© Yiannis Kourtoglou / Reuters

Num telefonema ao homólogo holandês, Mark Rutte, cujo país exerce a presidência semestral da UE, Tsipras frisou que "as decisões relativas aos fluxos migratórios devem ser tomadas coletivamente" como foi "decidido por unanimidade na cimeira europeia" da semana passada.

Na conversa, segundo comunicado do seu gabinete, Alexis Tsipras lamentou também ter sido excluído de uma minicimeira, quarta-feira em Viena, dos países atravessados pela rota migratória dos Balcãs, outro sinal outra decisão que contraria o acordado em Bruxelas.

Na sexta-feira, durante a cimeira europeia, Tsipras condicionou a sua aprovação do acordo entre os 28 para evitar o 'Brexit' à garantia de que nenhum Estado encerraria unilateralmente as suas fronteiras com a Grécia até à reunião UE-Turquia de 06 de março.

A partir de domingo, no entanto, a Macedónia reforçou o controlo para sírios e iraquianos e passou a recusar a entrada aos afegãos, deixando milhares de refugiados e migrantes bloqueados do lado grego da fronteira.

Segundo o governo macedónio, o reforço da fronteira decorre de uma decisão comum tomada a 18 de fevereiro em Zagreb pelas polícias da Macedónia, Sérvia, Croácia, Eslovénia e Áustria.

Por outro lado, também após a cimeira, a Áustria convocou os ministros do Interior daqueles países e também da Albânia, Bósnia, Bulgária, Kosovo e Montenegro para uma reunião de coordenação migratória.

Viena decidiu não convidar a Grécia, segundo um porta-voz do Ministério do Interior, por "não considerar essa participação relevante".

Para Atenas, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgado hoje, a reunião "é uma iniciativa extrainstitucional que viola o espírito e a letra dos tratados da UE e do direito internacional sobre refugiados" e a exclusão da Grécia "um ato pouco amigável".

Lusa

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