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Podemos suspende negociações com socialistas espanhóis

O partido da esquerda radical espanhola Podemos suspendeu hoje as negociações com os socialistas para a formação de um governo, após o acordo do PSOE com o partido do centro-direita Ciudadanos, assente num programa que diz rejeitar.

Íñigo Errejón, pota-voz do Podemos.

Íñigo Errejón, pota-voz do Podemos.

J.P.GANDUL

O porta-voz do Podemos, Íñigo Errejón, anunciou que o acordo PSOE-Ciudadanos é "incompatível" com o seu partido e compromete a oportunidade histórica de garantir um governo de mudança, optando por suspender as negociações com o partido de Pedro Sánchez.

A equipa negociadora do Podemos, liderada por Errejón, compareceu em conferência de imprensa no parlamento após o anúncio do acordo de Governo entre o PSOE e o Ciudadanos (C's) de Albert Rivera para anunciar o fim das negociações com os socialistas que, disse, preferem "esperar pelo PP", o Partido Popular de Mariano Rajoy, e excluir o seu partido.

O Podemos obteve o terceiro lugar nas legislativas de 20 de dezembro (20,66% e 69 deputados), após o PP (28,72%, 123 lugares) e PSOE (22,01%, 90 assentos) e à frente do C's (13,93%, 40 deputados). Para o Congresso dos deputados são eleitos 350 representantes.

Errejón manifestou-se "dececionado", defraudado" e "consternado" com um acordo que, na sua perspetiva, não é "nem progressista nem reformista", que "vai fazer as delícias do Ibex 35 [o índice de referência da bolsa de Espanha] e dos setores privilegiados", e que para além de não alterar as políticas do PP, "aprofunda-as com uma terceira reforma laboral" encoberta, e incluída no pacto.

Um acordo que, insistiu, não garante os apoios necessários para garantir a tomada de posse de Pedro Sánchez, sugerindo que caso o PP não facilite esta nova aliança com a sua abstenção no hemiciclo se assistirá a uma "primeira investidura fracassada".

Neste contexto, Errejón admitiu retomar as negociações com o PSOE após 05 de março, perspetivando desde já o fracasso de Sánchez em formar um governo que suceda ao executivo de Rajoy.

Após assinar o acordo com o PSOE, que ambas as formações definem como "reformista e de progresso", o líder do C's Alberto Rivera assinalou que o pacto inclui "80% das propostas" da sua formação.

Lusa

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