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Polícia turca dispersa manifestação contra recolher obrigatório em Diyarbakir

A polícia turca dispersou hoje em Diyarbakir manifestantes que denunciavam as operações militares e o recolher obrigatório parcial imposto há quase três meses na grande cidade do sudeste da Turquia, de maioria curda.

© Sertac Kayar / Reuters

As forças policiais recorreram a gás lacrimogéneo e canhões de água contra os manifestantes, com alguns a responderem com pedras, assinalou um fotógrafo da agência noticiosa France-Presse (AFP).

Diversos bairros do distrito central de Sur, rodeado de muralhas da época romana e designado património mundial pela Unesco, estão sob recolher obrigatório desde 02 de dezembro.

O exército e polícia turcos desencadearam neste núcleo de pequenas ruelas entrelaçadas uma operação de grande envergadura para retomar o controlo das vastas zonas onde jovens militantes armados do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, a rebelião curda) ergueram barricadas, abriram trincheiras e desafiaram o Estado reivindicando a autonomia para o Curdistão turco.

Segundo as autoridades, cerca de 234 militantes do PKK foram mortos no decurso dos violentos combates na cidade. Estes números são contestados pelos ativistas curdos, que se referem a dezenas de civis mortos e danos irreparáveis no património da cidade.

O chefe de estado-maior do exército turco, general Hulusi Akar, deslocou-se hoje a Diyarbakir numa deslocação surpresa destinada a inspecionar o desenrolar das operações. O exército indicou hoje que um soldado turco foi morto em confrontos com membros do PKK.

Após dois anos de cessar-fogo, o conflito curdo reacendeu-se no verão, comprometendo em definitivo as conversações de paz iniciadas no outono de 2012 entre o Governos islamita conservador turco e o PKK.

O conflito provocou mais de 40.000 mortos desde 1984.

Lusa

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