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Socialistas espanhóis anunciam acordo com centristas do Ciudadanos

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) anunciou hoje ter chegado a acordo com os centristas do Ciudadanos, que vão apoiar a investidura de um candidato socialista na chefia do Governo, dois meses após as legislativas de 20 de dezembro.

O líder do PSOE Pedro Sánchez e do Ciudadanos Albert Rivera

O líder do PSOE Pedro Sánchez e do Ciudadanos Albert Rivera

© Juan Medina / Reuters

"Naturalmente, o pacto implica um voto a favor da investidura" de Pedro Sánchez, declarou à rádio Cadena Ser Antonio Hernando, deputado que dirigiu a equipa de negociação do PSOE com os outros partidos.

O documento do acordo entre socialistas e centristas vai ser apresentado hoje aos respetivos órgãos dirigentes dos partidos, depois à imprensa e assinado pelos líderes no Congresso (câmara baixa), acrescentou.

Na noite passada, os dois partidos tinham anunciado estar à beira de um acordo que implica um programa de "regeneração democrática" num país minado pela corrupção.

Este programa, que passa por uma revisão constitucional, implica importantes reformas da organização territorial e judiciária, nomeadamente, o fim das imunidades parlamentares e a limitação a dois mandatos do chefe do Governo.

De acordo com Antonio Hernando, isto significa que os liberais prometam 40 votos a Sánchez, durante o debate parlamentar em que tentará ser investido na chefia do executivo, o que lhe garantirá cerca de 130 votos em 350.

Este debate vai realizar-se na próxima terça-feira.

O líder do PSOE vai precisar ainda do apoio ou da abstenção de outras formações, em particular, do partido de esquerda Podemos, que tem 65 deputados e com o qual também está a negociar.

"Estamos conscientes da matemática, mas, a partir de agora, vamos dizer às outras forças políticas 'querem uma mudança ou não'", afirmou Hernando, precisando referir-se aos partidos que representam 14 milhões de eleitores que não votaram no Partido Popular (PP), no poder desde 2011.

No início do mês, Pedro Sánchez foi incumbido pelo rei de Espanha de formar um governo, depois de o adversário de direito e chefe do executivo cessante Mariano Rajoy ter renunciado, por falta de apoio no parlamento, apesar de ter sido o vencedor das legislativas com 28,7% dos votos, à frente do PSOE (22%) e Podemos.

Todos os outros grandes partidos (socialistas, centristas e Podemos) recusam deixar o PP governar, devido aos vários escândalos de corrupção, e prometeram impedir, com os seus votos, a investidura de Rajoy.

Lusa

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