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Canábis leva cada vez mais visitantes do Colorado ao hospital

Um número crescente de visitantes que se desloca ao Colorado, primeiro estado norte-americano a legalizar a venda de canábis, em 2014, está a recorrer aos serviços de urgência por consumo excessivo desta substância, revela um estudo.

(Arquivo)

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© Steve Dipaola / Reuters

"As deslocações às urgências [hospitalares] devidas ao consumo de canábis aumentaram mais entre as pessoas que não residem no Colorado, do que entre a que habitam no Estado", constatou Howard Kim, da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, principal autor do estudo, publicado na revista New England Journal of Medicine.

"Isso pode indicar que os não residentes do Estado não foram bem informados sobre os efeitos nefastos da marijuana", estimou.

Estes efeitos podem ser ansiedade, alucinações, alteração das capacidades mentais, sintomas cardiovasculares (aceleração do ritmo cardíaco, palpitações e hipertensão), dores gastrointestinais e vómitos.

Os investigadores sublinham que as doses excessivas ocorrem com mais frequência quando a droga é consumida na forma comestível, por exemplo, em biscoitos, porque estes utilizadores não se dão conta imediatamente dos efeitos da canábis.

"As pessoas que comem produtos com marijuana não sentem qualquer efeito no momento, o que os conduz a consumir mais", explicou Kim, acrescentando: "E quando os efeitos se fazem sentir são muito mais potentes".

Acresce que o conteúdo em canábis destes produtos comestíveis varia enormemente, sendo difícil saber qual a dose exata absorvida.

Os visitantes do Colorado, vindos de outro Estado dos EUA ou do estrangeiro, que se deslocaram às urgências com sintomas de overdose de canábis representaram 163 visitas em cada 10 mil em 2014, contra um rácio de 78 em 2012, o que é um aumento de 109%.

Entre os habitantes do Colorado, este rácio das deslocações às urgências passou de 70 em 2012 para 101 em 2014, o que significa um aumento de 44%.

"Notámos que estes visitantes externos tinham vindo ao Colorado por outras razões, que não para consumir canábis: vinham visitar a família ou fazer negócios", afirmou Kim, adiantando: "Deram por si no hospital porque quiseram experimentar um pouco de marijuana".

A maior parte foi tratada e saiu do hospital ao fim de algumas horas.

Lusa

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