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Irlandeses "fartos da austeridade" votam em legislativas de resultado incerto

A Irlanda vota hoje em eleições legislativas com o eleitorado, descrevem analistas, "farto da austeridade", inclinado, segundo as sondagens, para dar a vitória ao partido de centro-direita no poder, Fine Gael, mas sem maioria para formar governo.

© Clodagh Kilcoyne / Reuters

As legislativas são as primeiras eleições gerais na Irlanda desde o fim do programa de ajustamento associado ao resgate de 85 mil milhões de euros, em 2013, e realizam-se quando o país, de 4,6 milhões habitantes, registou a maior taxa de crescimento económico na União Europeia nos primeiros nove meses do ano passado: 7%.

Mas, para a generalidade dos observadores, os eleitores, cansados de anos de cortes, aumento de impostos, desemprego e emigração, querem sobretudo saber se a recuperação está a ser distribuída equitativamente ou apenas a beneficiar as elites que responsabilizam pela crise.

Os analistas admitem que o partido do primeiro-ministro Enda Kenny consiga fazer uma coligação com pequenos partidos e independentes. Se não, terá de convocar novas eleições ou considerar um pacto com o Fianna Fail, o seu rival tradicional.

O Fine Gael e os trabalhistas com quem governaram coligados pedem a reeleição para consolidar a recuperação, argumentando que só assim ela chegará a todos e advertindo que uma situação de instabilidade política pode deitar tudo a perder.

As sondagens dão uma vitória por escassa margem ao Fine Gael, com 30%, seguido do Fianna Fail (20%) e do Sinn Féin (15%).

O Labour (Trabalhistas) deve ser castigado pelo seu eleitorado centro-esquerda por ter integrado "o governo da austeridade" e é creditado nas sondagens com apenas 7% das intenções de voto, muito abaixo dos 19,4% que obteve nas últimas eleições.

Os eleitores desiludidos, consideram os analistas, vão virar-se para os independentes, os pequenos partidos e os movimentos antiausteridade - como a Anti Austerity Alliance (Aliança Anti Austeridade, AAA) e o People Before Profit (Pessoas à Frente do Lucro, PBP) -, dificultando a formação de uma coligação.

Lusa

  • Marcelo Rebelo de Sousa avisou que depois das autárquicas viria um novo ciclo. A lógica levou-nos a assumir que estava a falar do PSD, mas hoje, olhando para a situação política, devemos também incluir nessa previsão a “geringonça” e os seus equilíbrios. Não acredito que as coisas mudem até às legislativas, mas as contas só se fazem depois dos votos das autárquicas. Até lá, o tom de voz das esquerdas vai engrossar.

    Bernardo Ferrão

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