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Exames de virgindade a mulheres afegãs são agressões sexuais, denuncia ONG

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje os exames de virgindade feitos em mulheres e meninas afegãs por médicos mandatados pelo governo, que considerou como "agressões sexuais".

reuters

A condição das mulheres afegãs melhorou bastante depois do fim do regime dos talibãs, afastados do poder pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos em 2001.

Mas a sociedade mantém-se profundamente conservadora e a virgindade feminina é considerada um valor primordial. A lei permite a condenação de um mulher "até 15 anos de prisão" se for provado que manteve relações sexuais antes do casamento.

A comissão independente dos direitos humanos ouviu 53 mulheres afegãs originárias de uma dúzia de províncias sobre esta questão e 48 delas afirmaram ter sido sujeitas a exames de virgindade depois de acusadas de manterem relações sexuais antes do casamento.

Cerca de 20 mulheres foi obrigada a fazer "mais de um exame". Os exames "foram realizado por médicos que trabalham para o governo", afirma a organização não-governamental (ONG) norte-americana HRW.

"Uma mulher contou que seis pessoas estavam na sala durante o exame médico", lamentou a ONG. Uma das pacientes tinha apenas 13 anos, acrescentou.

Estes exames de virgindade constituem "agressões sexuais", por serem realizados sem o consentimento das mulheres, considerou a HRW, que citou um relatório de 2014 da Organização Mundial de Saúde (OMS) ao afirmar que estes exames "não têm qualquer validade científica".

A HRW pediu ao presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, que ponha fim à realização destes exames por decreto.

Ghani, no poder há cerca de ano e meio, fez da luta pela defesa dos direitos das mulheres, uma das prioridades do seu mandato.

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