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PSOE faz último apelo ao Podemos enumerando várias medidas de esquerda

O socialista Pedro Sánchez listou hoje no parlamento medidas de esquerda como "um plano de emergência social", "rendimento mínimo vital" ou o fim dos despejos, num último apelo ao voto positivo do Podemos para Presidente do Governo espanhol.

© Sergio Perez / Reuters

Sánchez, que a um dia da primeira votação de investidura apenas tem o apoio do Ciudadanos (40 deputados) e da Coligação Canária (um assento), não reúne os apoios necessário para obter nem a maioria absoluta no parlamento (176 deputados, essenciais na primeira votação) nem numa segunda votação por maioria simples.

No seu discurso de apresentação das linhas gerais do seu programa de governo, o líder socialista acenou ao Podemos (69 deputados juntamente com as suas formações regionais) com algumas das medidas mais reclamadas pelo partido de Pablo Iglesias.

Assim, Sánchez comprometeu-se a lançar "um programa de emergência social", que prevê leis que garantam "um rendimento mínimo vital" (garantindo que todas as famílias poderão ter uma forma de rendimento), complementos salariais garantidos (para que tem salários baixos), subir o salário mínimo e um programa de combate à pobreza energética.

Por outro lado, agitou uma das outras "bandeiras" do Podemos: novas leis para impedir despejos por motivo de falta de pagamento de hipotecas e legislação mais restritiva para que os bancos não possam implementar certas cláusulas dos contratos de hipoteca com as famílias.

"Tudo isto pode ocorrer já na próxima semana", repetiu várias vezes Pedro Sánchez, numa referência ao resultado da segunda votação de investidura - marcada para sexta-feira - que lhe poderá ser favorável se o Ciudadanos juntar os seus 40 votos "Sim" aos 90 do PSOE e o Podemos votar abstenção.

No entanto, se "piscou o olho" ao partido de Pablo Iglesias, também censurou algumas das suas atitudes ao longo dos 72 dias que passaram desde as eleições de 20 de dezembro. O Podemos recusou prosseguir negociações a partir do momento em que Sánchez escolheu assinar um acordo de investidura com o Ciudadanos.

Iglesias considerou que o PSOE teria de escolher entre um governo de esquerda ou um acordo com o centro-direita, não poderia ter os dois. O próprio Ciudadanos, receoso das exigências do Podemos, também está contra a inclusão de Iglesias no acordo.

"Esse veículo que nos vai levar à mudança chama-se acordo e o combustível é o diálogo. Não vale a imposição, a chantagem e o abandono das mesas de negociações. Bloquear os acordos significa seguir onde estamos e nós precisamos de avançar. À velocidade possível, mas avancemos", disse, numa referência ao Podemos.

O grupo parlamentar socialista, salientou, "não não tem linhas, não pretende impor nada, apenas tem convicções firmes".

"É muito simples: ofereço pactos com a mais ampla maioria possível. [...] Não há maioria suficiente para formar um governo de esquerda, de uma única cor política. Porque não fazemos um governo pelo que nos une [impedir a permanência de Rajoy no poder]? Porque não nos unimos para um governo de mudança?", questionou.

Entre as "forças da mudança", sublinhou, "existe um amplo acordo sobre o que Espanha precisa, quer sobre a economia, quer sobre o combate sem quartel contra a corrupção".

E deixou um aviso. "Na complicada aritmética parlamentar, qualquer solução passa pelo PSOE".

"Somos a pedra angular. Qualquer solução passa pela nossa participação ativa e com Rajoy não podemos fazer acordos. O nosso único objetivo é um governo da mudança", realçou.

Lusa

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