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Podemos qualifica discurso de Pedro Sánchez como "decepcionante"

O líder do Podemos, Pablo Iglesias, qualificou hoje o discurso do candidato socialista, Pedro Sánchez, na primeira sessão de investidura como "dececionante", acrescentando que lhe "sabe" a "mais do mesmo".

© Andrea Comas / Reuters

"Sabe-me a mais do mesmo. Um discurso dececionante. Peço-lhes que me deem tempo para preparar a resposta", afirmou Pablo Iglesias à saída do hemiciclo.

Num discurso de cerca de 01:40 horas, o secretário-geral do PSOE e candidato socialista à investidura, Pedro Sánchez, criticou o imobilismo do PP de Mariano Rajoy - que acusou de bloquear as instituições ao recusar o convite do rei para formar governo - mas também acenou ao Podemos várias medidas que lhe são caras.

Assim, Sánchez comprometeu-se a lançar "um programa de emergência social", que prevê leis que garantam "um rendimento mínimo vital" (garantindo que todas as famílias poderão ter uma forma de rendimento), complementos salariais garantidos (para que tem salários baixos), subir o salário mínimo e um programa de combate à pobreza energética.

Por outro lado, agitou uma das outras "bandeiras" do Podemos: novas leis para impedir despejos por motivo de falta de pagamento de hipotecas e legislação mais restritiva para que os bancos não possam implementar certas cláusulas dos contratos de hipoteca com as famílias.

"Tudo isto pode ocorrer já na próxima semana", repetiu várias vezes Pedro Sánchez, numa referência ao resultado da segunda votação de investidura - marcada para sexta-feira - que lhe poderá ser favorável se o Ciudadanos juntar os seus 40 votos "Sim" aos 90 do PSOE e o Podemos optar pela abstenção.

No entanto, se "piscou o olho" ao partido de Pablo Iglesias, também censurou algumas das suas atitudes ao longo dos 72 dias que passaram desde as eleições de 20 de dezembro. O Podemos recusou prosseguir negociações a partir do momento em que Sánchez escolheu assinar um acordo de investidura com o Ciudadanos.

Iglesias considerou que o PSOE teria de escolher entre um governo de esquerda ou um acordo com o centro-direita, não poderia ter os dois. O próprio Ciudadanos, receoso das exigências do Podemos, também está contra a inclusão de Iglesias no acordo.

"Esse veículo que nos vai levar à mudança chama-se acordo e o combustível é o diálogo. Não vale a imposição, a chantagem e o abandono das mesas de negociações. Bloquear os acordos significa seguir onde estamos e nós precisamos de avançar. À velocidade possível, mas avancemos", disse, numa referência ao Podemos.

Já o PP de Rajoy (que ganhou as eleições de 20 de dezembro com 123 deputados, mas sem maioria absoluta) sublinhou que o candidato socialista pediu diálogo, mas "recusou sempre sentar-se à mesa" com os "populares". Na sua conta do Twitter, Rajoy reafirmou a posição do PP: "A posição do nosso grupo parlamentar é clara: não a Pedro Sánchez".

Quanto ao Ciudadanos, partido com o qual o PSOE assinou o único acordo pós -eleitoral até ao momento (que ainda assim apenas lhe garante 130 votos, insuficientes numa primeira ou segunda votações), apenas se manifestou com uma posição simbólica: o seu líder, Albert Rivera, foi cumprimentar Sánchez com um aperto de mão mal este desceu da tribuna". Além dos deputados do PSOE, foi o único a fazê-lo.

Sem apoios suficientes para uma maioria absoluta (176 deputados) na primeira votação de investidura, Sánchez precisa da abstenção do Podemos ou do PP na segunda votação, sexta-feira, já que esta apenas requer mais votos "Sim" do que "Não". Caso não consiga ser eleito em duas votações, o líder socialista torna-se no primeiro candidato a sair da investidura sem estar em funções.

Lusa

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