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Governo português diz que Espanha vive "situação política muito complexa"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que Espanha vive "uma situação política muito complexa", que não é nova na União Europeia, e assinalou que aquele país está a realizar "o exercício normal da democracia".

MANUEL DE ALMEIDA

Questionado sobre a votação de hoje no Congresso dos Deputados, que o candidato socialista à investidura como presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, perdeu, Santos Silva disse que o executivo português "vê esta votação como o exercício soberano, pelas Cortes espanholas, de algo que só às Cortes espanholas compete decidir".

"Aquilo a que estamos a assistir em Espanha é o exercício normal da democracia, numa situação política que é muito complexa, mas na Europa estamos habituados a isso. Todos recordamos governos que demoraram mais de um ano a formar-se, por exemplo na Bélgica. Não é novidade na União Europeia", destacou o chefe da diplomacia portuguesa, afastando qualquer possibilidade de dificuldades entre Bruxelas e os países do sul da Europa.

O governante falava aos jornalistas à saída do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2016, no parlamento.

Pedro Sánchez obteve 120 votos favoráveis, aquém dos 176 deputados necessários para escolher o nome do secretário-geral do PSOE para novo presidente do Governo espanhol. No total, teve 219 votos contra.

Sánchez contou apenas com os 90 votos do grupo parlamentar socialista e os 30 do grupo do Ciudadanos (centro-direita), com o qual assinou um acordo de investidura na semana passada. Registou-se ainda uma abstenção.

O candidato socialista submete-se na sexta-feira a uma segunda votação (que apenas requer maioria simples, ou mais votos "Sim" que "Não" para passar).

No entanto, as indicações dos vários grupos ao longo das sessões de investidura deixam antever que terá as mesmas dificuldades para ser aprovado.

Lusa

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