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Itália avisa que risco de atentados na Europa ainda é elevado

Os serviços secretos italianos alertam que o risco da Europa sofrer novos atentados perpetrados por "jihadistas" ainda é elevado, segundo um relatório entregue regularmente no parlamento italiano e hoje divulgado pelos "media" locais.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Charles Platiau / Reuters

"Mantém-se elevado o perigo de novas ações no território europeu perpetradas por emissários, enviados, combatentes externos ou por militantes já presentes na Europa que recebem ordens e motivação de outras pessoas no estrangeiro", indicou o relatório, de acordo com a comunicação social italiana.

No documento assinala-se o potencial crescimento do espaço de manobra destes operacionais.

"Cresce a possibilidade de encontrarem espaço para novos ataques como os de Paris [13 de novembro de 2015], mas também as formas de coordenação horizontal entre micro células ou ações individuais pouco planeadas e, portanto, imprevisíveis", referiu o texto.

Os serviços secretos italianos advertiram de que Itália e o Vaticano "estão cada vez mais expostos" por serem um potencial "objetivo político, simbólico e religioso", recordando ainda as celebrações do Ano Santo da Misericórdia, assinalado no ano corrente.

No relatório, os serviços secretos aconselharam, entre outros aspetos, "uma avaliação cuidadosa da divulgação da ideologia 'jihadista' em circuitos radicais na Internet em Itália", porque grande parte dos utilizadores do espaço virtual são "muitos jovens e podem ser facilmente influenciados por opiniões ou por figuras carismáticas".

Também alertaram para a presença perigosa da rede terrorista Al-Qaida no mundo virtual, uma vez que pode intervir "como oposição" ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Destacaram igualmente o peso cada vez maior das mulheres europeias no movimento 'jihadista', mencionando os casos de mulheres que se juntaram às fileiras 'jihadistas' e casaram com operacionais, bem como os casos de mulheres que são mães de combatentes.

No texto foca-se ainda que várias mulheres são responsáveis pelo recrutamento de novos elementos, especialmente através da Internet, e por vários aspetos logísticos, como o envio de dinheiro.

Para os serviços secretos italianos, o regresso dos combatentes 'jihadistas' estrangeiros aos respetivos países de origem é um assunto que requer uma "vigilância máxima".

Sobre o risco de que terroristas entrem no território europeu através da vaga migratória oriunda do norte de África, os serviços secretos italianos afirmaram que "não encontraram provas específicas" dessa possibilidade, admitindo, porém, "a vulnerabilidade da rota dos Balcãs para potenciais entradas".

Lusa

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