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Ministro diz que candidatura de Guterres à ONU não é campanha de publicidade

O chefe da diplomacia portuguesa explicou hoje que a candidatura do ex-primeiro-ministro António Guterres ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas implica "conquistar, pelo seu mérito, votos de muitos países" daquela organização, mas não é uma "campanha de publicidade".

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

MIGUEL A. LOPES / Lusa

A candidatura implica "monitorizar a rede diplomática em todo o Mundo" e "conquistar, pelo seu mérito, votos de muitos países de entre quase 200 que constituem o universo das Nações Unidas", afirmou Augusto Santos Silva, durante o debate na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2016, no parlamento.

"Não estamos a fazer uma campanha de publicidade. Os méritos da personalidade são tais que não é preciso explicar às pessoas e aos nossos parceiros quem ele é", disse o ministro.

Santos Silva respondia a uma pergunta do deputado do PSD Paulo Neves, que questionara a diminuição da verba destinada a quotizações nas organizações internacionais - que desce de 85,6 milhões de euros, no ano passado, para 71,5 milhões de euros - num ano em que Portugal aposta na candidatura de Guterres à ONU e em que vai assumir o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"A candidatura de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas não implica mais dinheiro. Não estamos a comprar, estamos a candidatar", destacou, insistindo que "não há uma relação mecânica" na candidatura e na necessidade de aumentar o orçamento.

Sobre esta rubrica no orçamento, Santos Silva recordou que, em vários orçamentos anteriores, a verba foi excedida pela necessidade de pagar encargos de anos anteriores, algo que disse esperar que não aconteça agora.

"A estimativa de 71 milhões de euros prevista no Orçamento do Estado funda-se na ideia, que espero não seja errada, que não há encargos de anos anteriores. Estou certo que não haverá", afirmou.

Lusa

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