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Lula da Silva detido para interrogatório

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi detido e levado para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde deve prestar declarações à Polícia Federal (PF), divulgou a imprensa brasileira. As autoridades fizeram hoje buscas na casa de Lula da Silva, no âmbito da investigação anticorrupção que está a ser levada a cabo no país, conhecida como operação Lava Jato.

© Ricardo Moraes / Reuters

O jornal Folha de São Paulo citou membros da defesa de Lula da Silva, que confirmaram que o ex-Presidente está a ser levado para o aeroporto de Congonhas, onde deve prestar depoimento à Polícia Federal.

O ex-Presidente, segundo o jornal, reagiu bem quando a PF bateu à sua porta e estava "tranquilo".

De acordo com o site de notícias G1, as buscas ocorreram na casa de Lula em São Bernardo do Campo, cidade da região metropolitana de São Paulo.

A ação foi batizada pela Polícia Federal (PF) de "Aletheia" e é uma referência a uma expressão grega que significa "busca da verdade".

A Folha de São Paulo adianta que agentes da PF também fazem buscas na casa de um dos filhos de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva (também conhecido como Lulinha), em Moema, na cidade de São Paulo.

Ainda em São Paulo, há também agentes da PF no Instituto Lula e na construtora Odebrecht. Há mandados para propriedades nas cidades de Atibaia e Guarujá, onde estão uma quinta e um apartamento, respetivamente, além de Santo André e Manduri.

Esta é a 24ª fase da Operação Lava Jato e será cumprida em três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Baía, segundo o site G1.

Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, dos quais 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva - quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Cerca de 30 auditores da Receita Federal (Finanças) também participam na operação.

De acordo com a PF, entre os crimes investigados nesta etapa estão corrupção e branqueamento de capitais, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto de esquema criminoso revelado e relacionado com a Petrobras.

A ação, com 200 polícias, é realizada um dia após ser revelado um acordo de delação premiada (testemunho em troca de possível redução de pena) do senador Delcídio do Amaral. O político declarou que Lula da Silva mandou comprar o silêncio de outras testemunhas.

A Operação Lava Jato começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de capitais.

Última atualização às 11:47

Com Lusa

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