sicnot

Perfil

Mundo

Turquia condena traficantes pela morte de menino sírio de 3 anos

Um tribunal turco condenou hoje a 4 anos de prisão dois sírios traficantes de migrantes pela morte de Aylan Kurdi, cuja fotografia do corpo inanimado numa praia turca se tornou no símbolo da crise dos refugiados na Europa.

Aylan Kurdi, um menino sírio de apenas 3 anos, foi uma das milhares de vítimas entre os migrantes que tentaram fugir a uma guerra da qual sempre se procuraram alhear.

Aylan Kurdi, um menino sírio de apenas 3 anos, foi uma das milhares de vítimas entre os migrantes que tentaram fugir a uma guerra da qual sempre se procuraram alhear.

AP

O tribunal da cidade turística de Bodrum julgou dois sírios, Muwafaka Alabash e Asem Alfrhad, culpados de tráfico de migrantes e condenou-os a quatro anos e dois meses de prisão. Os dois foram absolvidos da acusação de negligência na morte de migrantes.

Os dois condenados incorriam em penas de até 35 anos de prisão, caso fossem culpados de causar a morte de cinco pessoas por "negligência deliberada".

Uma fotografia do menino sírio de três anos, de cara enterrada na areia de uma praia turca desencadeou a indignação mundial, depois de publicada em setembro.

Aylan Kurdi afogou-se depois de a família ter decidido fazer a viagem da Turquia para a Grécia numa embarcação sobrelotada.

A mãe de Aylan, Rihaba, e o irmão Ghaleb, de quatro anos, também morreram no mesmo acidente, durante a travessia de Bodrum para a ilha grega de Kos.

Lusa

  • A história de Aylan e Galip, as crianças sírias que morreram afogadas
    1:42

    Crise Migratória na Europa

    A imagem das crianças sirias afogadas numa praia da Turquia está a revoltar o mundo. É um momento chocante mas que vários jornais e televisões mundiais, incluindo a SIC, decidiram mostrar. Precisamente porque se trata de uma imagem capaz de pressionar uma solução. É um poderoso documento, de inegável valor histórico, que nos interroga sobre o que somos e o que estamos dispostos a permitir. O naufrágio destas crianças, cujo nome e história de vida começamos agora a conhecer, foi descrito nas últimas horas como o "naufrágio da própria humanidade".