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Presidente do Brasil visita Lula da Silva em casa

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente a ser investigado no maior caso de corrupção no Brasil, o caso Petrobras, recebeu hoje o apoio pessoal da sucessora no cargo, Dilma Rousseff.

Andre Penner

Rousseff visitou Lula no apartamento de São Bernardo do Campo, município da região metropolitana de São Paulo e onde cerca de 300 militantes do Partido dos Trabalhadores (PT, no poder) se concentram desde sexta-feira à noite, em solidariedade com o líder político.

A chefe de Estado, que devia passar o fim de semana, sem compromissos oficiais, na sua residência particular em Porto Alegre, capital do estado de Rio Grande do Sul, fez uma escala em São Paulo para visitar Lula.

Os dois dirigentes saudaram os militantes a partir da varanda do apartamento. Antes de receber Dilma Rousseff, Lula saiu e cumprimentou os apoiantes que gritavam: "Lula, guerreiro do povo brasileiro".

Lula da Silva, um dos fundadores do PT e ex-presidente do Brasil, entre 2003 e 2010, foi ouvido na sexta-feira pela polícia federal brasileira sobre o suposto envolvimento no escândalo de desvio de fundos da empresa petrolífera Petrobras.

Após o interrogatório, Lula da Silva denunciou o que considera ser uma "perseguição" e declarou-se "inocente" das acusações de branqueamento de capitais e de enriquecimento ilícito, assegurando que os opositores terão de derrotá-lo politicamente "mas nas ruas".

Dilma Rousseff enfrenta a possível abertura de um processo judicial com vista à sua destituição do cargo, possibilidade que tem vindo a ganhar cada vez maior força com o surgimento de escândalos de corrupção no Governo do PT e de políticos próximos.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite