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Coreia do Sul vai reforçar sanções unilaterais contra vizinha do norte

A Coreia do Sul vai reforçar as sanções unilaterais contra a Coreia do Norte após o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado uma resolução punindo Pyongyang pelo quarto ensaio com armas nucleares, disse hoje fonte oficial sul-coreana.

© POOL New / Reuters

As novas medidas serão anunciadas no decorrer da semana, acrescentou a fonte citada pela agência France Presse, numa altura em que a tensão entre os dois vizinhos se agravou e que Seul e Washington se preparam para exercícios militares conjuntos na região, que começam na segunda-feira.

Na semana passada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas alargou as sanções internacionais contra Pyongyang, em resposta aos ensaios nucleares e balísticos realizados em janeiro e fevereiro pela Coreia do Norte.

As autoridades de Pyongyang deram luz verde para o disparo de seis mísseis em direção ao mar territorial, tendo o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, justificado os ensaios com a ideia de prevenção à ameaça de ataques nucleares.

Em Seul, o responsável governamental sul-coreano não adiantou quaisquer informações sobre as novas sanções unilaterais.

No entanto, a agência noticiosa sul-coreana Yonhap, citando também fontes governamentais, adianta ser possível que Seul interdite o acesso aos portos sul-coreanos a todos os navios cujo destino seja a Coreia do Norte.

A Yonhap adianta também que outra das possibilidades passa por criar uma "lista negra" com os nomes de norte-coreanos ou de organizações dos vizinhos do norte que sejam suspeitos de ligações ao desenvolvimento de programas de armamento.

Por seu lado, num comunicado de imprensa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou hoje que Pyongyang responsabilizará os Estados Unidos em caso de guerra.

"Os Estados Unidos esforçam-se por transformar a Península da Coreia num teatro de guerra, não contentes com a imposição de sanções injustificadas contra os testes nucleares de autodefesa e ao lançamento de satélites com fins pacíficos (por parte da Coreia do Norte)", lê-se no documento.

"Ninguém poderá garantir que uma confrontação sem piedade entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos possa terminar numa guerra nuclear global", acrescenta-se no comunicado de Pyongyang, citado pela agência noticiosa oficial norte-coreana.

Lusa

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