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Dilma convoca reunião de emergência perante receio de confrontos

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, convocou hoje uma reunião de emergência para discutir os protestos pró-"impeachment" [impugnação] da chefe de Estado marcados para este domingo, por recear confrontos.

© Ueslei Marcelino / Reuters

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, inicialmente, o Palácio do Planalto tinha marcado uma reunião de coordenação política com a presença de responsáveis de outros partidos e líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Porém, ao início da tarde, o encontro foi cancelado e foi marcada uma reunião apenas com o núcleo político do Palácio do Planalto.

Com a intenção de grupos favoráveis ao Executivo de realizarem manifestações no domingo, no mesmo dia dos protestos pelo 'impeachment', o Governo teme que se repitam episódios de violência como os ocorridos na semana passada, segundo a imprensa brasileira.

Na sexta-feira, manifestantes pró e anti Lula entraram em confrontos em frente ao prédio onde mora o ex-Presidente brasileiro, em São Paulo, quando a Polícia Federal ali realizava buscas no âmbito da Operação Lava Jato.

O Governo teme que as recentes acusações contra a Presidente e o seu antecessor façam engrossar os protestos.

O senador Delcídio do Amaral, do Partido dos Trabalhadores (PT), numa prestação de informações em troca de possível redução de pena citada pela revista IstoÉ na quinta-feira, disse que Dilma Rousseff interferiu por três vezes na investigação ao caso Lava Jato com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e usou a sua influência para evitar a punição de empreiteiros.

O senador referiu ainda que Dilma lhe pediu para tentar garantir que os empresários Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, presos no âmbito da Operação Lava Jato, fossem libertados.

O mesmo dirigente do PT também fez declarações que comprometem o ex-Presidente, Lula da Silva, dizendo que mandou comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, e de outras testemunhas e pediu-lhe para evitar a convocação de pessoas para depor.

Lusa

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