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Amnistia Internacional acusa Coreia do Norte de reprimir utilizadores de telemóveis

A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje que Pyongyang procura reforçar o isolamento dos norte-coreanos com uma campanha de repressão contra aqueles que tentam utilizar os telemóveis para fazer chamadas internacionais.

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A organização de defesa dos direitos humanos explica, num relatório, que o regime de Kim Jong-un inflige penas severas, incluindo o internamento em campos para presos políticos, para aqueles que são apanhados a tentar contactar familiares que fugiram para o estrangeiro.

"Para manter o seu sistemático e absoluto controlo, as autoridades da Coreia do Norte reprimem as pessoas que utilizam os telemóveis para contactar a sua família no estrangeiro", afirmou Arnold Fang, investigador da AI para a Ásia Oriental.

Existem mais de três milhões de assinantes de serviços móveis de telefone na Coreia do Norte, mas as chamadas internacionais estão completamente bloqueadas.

Assim, muitos dependem dos chamados "telemóveis chineses" , dispositivos importadas e cartões SIM que permitem chamadas internacionais através de redes chinesas perto da fronteira , refere o relatório da Amnistia.

Os telemóveis e os cartões SIM são frequentemente enviados em segredo por familiares que vivem no estrangeiro -- uma prática que envolve o pagamento de luvas na ordem de 500 dólares (455 euros) a guardas de segurança na fronteira.

Se alguém for apanhado a fazer uma chamada internacional usando os chamados "telemóveis chineses" arrisca ser enviado para um reformatório ou para um campo de presos políticos, segundo a AI.

Desertores entrevistados pela Amnistia afirmaram que as autoridades dispõem de um equipamento de vigilância capaz de rastrear o uso ilícito de telemóveis.

"Eles podem descobrir a localização exata dos telemóveis", disse Bak-Moon, um engenheiro norte-coreano que fugiu do país.

Arnold Fang descreveu o controlo da comunicação como uma "arma-chave" das autoridades norte-coreanas para esconder a "terrível situação dos direitos humanos" no país.

"Os norte-coreanos não estão apenas privados de saber o que se passa no mundo, mas também cada vez mais impedidos de contarem ao mundo a sua quase completa ausência de direitos humanos", afirmou o investigador da Amnistia Internacional.

Um relatório da ONU de 2014 concluiu que a Coreia do Norte comete violações dos direitos humanos "sem paralelo no mundo contemporâneo".

Lusa

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