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Forças armadas russas querem comprar cinco golfinhos de combate

As forças armadas russas lançaram hoje um concurso para a compra de cinco golfinhos de combate destinados à península da Crimeia, anexada pela Rússia, renovando uma tradição soviética com origem na Guerra fria.

© Wolfgang Rattay / Reuters

As ofertas, num total de 1,75 milhões de rublos (cerca de 22.400 euros) preveem designadamente que duas fêmeas e três machos sejam transportados a partir de 1 de agosto para um centro de treino militar de mamíferos marinhos em Sebastopol, onde está fundeada a frota russa do mar Negro na Crimeia, segundo documentos publicados hoje na página digital do Governo russo.

Os golfinhos foram treinados pela ex-URSS e os Estados Unidos na época da Guerra fria para detetar minas submarinas ou objetos suspeitos perto dos seus navios ou nas suas águas costeiras.

Em declarações à agência noticiosa France-Presse, o oficial na reforma Viktor Baranets, que acompanhou o treino de golfinhos de combate na ex-URSS e espaço pós-soviético após a sua desintegração, referiu que estes mamíferos eram utilizados no contexto da corrida aos armamentos entre as duas superpotências.

"Os americanos começaram antes de nós. Quando os serviços de informações soviéticos souberam o que eram capazes de fazer os golfinhos americanos, nos anos 1960, os nossos militares decidiram interessar-se pela questão", afirmou.

Segundo Baranets, os golfinhos soviéticos eram designadamente treinados para colocar explosivos nos navios inimigos e detetar torpedos abandonados e destroços no fundo do mar Negro.

A Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia em março de 2014 após um referendo denunciado por Kiev e os ocidentais, possuía desde 1965 um centro de treino de mamíferos marinhos.

Após a queda da URSS em 1991, o centro foi encerrado e os seus golfinhos vendidos ao Irão, segundo os 'media' russos. A marinha ucraniana reabriu o centro em maio de 2012, mas após a anexação da península, as instalações passaram para o controlo de Moscovo.

Ao citar uma fonte anónima, a agência estatal russa Ria Novosti referiu em 2014 que estavam a ser preparados novos programas de treino para golfinhos.

Lusa

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