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Irão dispara mísseis balísticos em novo teste

O Irão efetuou hoje dois novos disparos de mísseis balísticos, com um alcance de cerca de 1.400 quilómetros, declarou o número dois dos Guardas da Revolução, depois de testes idênticos terem suscitado a "preocupação"dos Estados Unidos.

© Reuters Photographer / Reuter

"Os mísseis de precisão Qadr-H e Qadr-F, de longo alcance, foram disparados hoje (...) destruindo alvos nos locais identificados" na costa sudeste do Irão, noticiou o serviço de comunicação social dos Guardas da Revolução e a agência oficial Irna, citando o general Hossein Salami.

A 18 de janeiro, o Irão considerou "ilegítimas" as novas sanções que lhe impôs os Estados Unidos da América (EUA) devido ao seu programa de mísseis balísticos.

"São ilegítimas porque o programa balístico do Irão não é conhecido por ter a capacidade de transportar cabeças nucleares", afirmou nesse dia o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Jaber Ansari, citado pela Isna.

O Irão vai "responder a estes atos de propaganda acelerando o seu programa balístico legal e aumentando as suas capacidades de defesa", acrescentou o mesmo porta-voz, naquele dia.

Os EUA haviam anunciado as novas sanções no dia anterior e já depois de ter começado a ser aplicado o acordo nuclear alcançado entre o Irão e as grandes potências mundiais.

Por causa desse acordo, a 16 de janeiro, os EUA, a União Europeia e o Conselho de Segurança das Nações Unidas levantaram todas as sanções que aplicavam ao Irão devido ao seu programa nuclear.

"O programa de mísseis balísticos do Irão representa uma ameaça significativa para a segurança regional e global e vai continuar a ser objeto de sanções internacionais", justificou Adam J. Szubin, subsecretário para o Terrorismo e Inteligência financeira dos EUA, num comunicado divulgado a 17 de janeiro.

Ao abrigo das novas sanções, cinco cidadãos iranianos e uma rede de empresas com sede nos Emirados Árabes Unidos e na China foram incluídos na 'lista negra' norte-americana, informou, em comunicado, o Departamento do Tesouro, acusando-os de trabalharem na aquisição de componentes para misseis balísticos iranianos.

Lusa

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