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Próximo secretário-executivo da CPLP escolhido a partir do critério da rotação

O Presidente da República remeteu hoje para os chefes da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a discussão sobre o próximo secretário-executivo da organização, cuja escolha ocorrerá segundo "o critério da rotação adotado".

Lusa

Lusa

ARMANDO FRANCA

Portugal e São Tomé e Príncipe já manifestaram a intenção de indicar um nome para ocupar este cargo, que será escolhido na cimeira da CPLP, no verão, no Brasil.

"É com alegria que vejo que a CPLP tem futuro, vai ter futuro, irá eleger um novo Presidente, irá eleger um novo secretário-executivo, de acordo com o critério da rotação adotado, mas sobretudo irá adotar uma nova estratégia", referiu o Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje de manhã realizou uma visita à sede da comunidade, em Lisboa.

O Governo português tem afirmado que, à luz dos estatutos da organização, "compete agora a Portugal assumir a responsabilidade de apresentar a candidatura a secretário executivo" e o país "não enjeita, naturalmente, essa responsabilidade, estando disponível para exercê-la", disse à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Por outro lado, países como Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe já manifestaram que Portugal não deve assumir o cargo de secretário-executivo, invocando um "acordo verbal" segundo o qual o país que acolhe a sede da organização não deve concorrer a este cargo, atualmente ocupado por Moçambique.

Nessa lógica, e uma vez que os estatutos indicam que a escolha do secretário-executivo é feita sucessivamente por ordem alfabética dos países, segue-se São Tomé e Príncipe, que já disse que apresentará um candidato.

Questionado pelos jornalistas no final da visita à CPLP sobre o próximo secretário-executivo, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que "haverá uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que irá, entre outros pontos, certamente debruçar-se sobre essa temática, o que significa que é prematuro estar a falar nela neste momento".

"Limitei-me a enunciar um princípio, que é o princípio que tem presidido à sucessão de responsabilidades a nível da presidência, do secretariado-executivo e do secretariado-executivo-adjunto cargo entretanto extinto", referiu o Presidente da República.

O chefe de Estado referia-se à IV reunião extraordinária do conselho de ministros da CPLP, que decorrerá na quinta-feira na sede da organização, em que será analisada a nova visão estratégica, a ser aprovada na cimeira.

Lusa

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