sicnot

Perfil

Mundo

Irão assegura que testes de mísseis servem apenas de defesa

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, afirmou hoje que os recentes testes de mísseis não violam o acordo sobre o nuclear firmado com a comunidade internacional, servindo apenas para Teerão se defender de eventuais ataques.

Javad Zarif, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Javad Zarif, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Reuters

"O Irão não utilizará nenhum meio para atacar nenhum país, incluindo os nossos mísseis. São para nossa defesa", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, ao lado da sua homóloga australiana, Julie Bishop, numa conferência de imprensa em Camberra transmitida na televisão.

Zarif assegurou que os testes com mísseis não violam a resolução 2231, com a qual o Conselho de Segurança da ONU ratificou o acordo sobre o nuclear entre o Irão e as potências do grupo 5+1 (Estados, Rússia, França, Reino Unido, China e Alemanha) e levantou a maior parte das sanções que pesavam sobre o país.

"Estes mísseis nem sequer caem dentro do âmbito da 2231 e não são ilegais", frisou.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu, esta segunda-feira, à porta fechada, os testes realizados pelo Irão no início do mês, numa reunião convocada pelos Estados Unidos, que consideraram os ensaios "perigosos" e não descartaram a possibilidade de aprovar sanções unilateralmente contra Teerão.

Zarif encontra-se na Austrália, onde se reuniu com o primeiro-ministro, Malcom Turnbull, e outros altos funcionários, no âmbito de uma visita que já o levou à Nova Zelândia, Tailândia, Singapura, Brunei e Indonésia.

Lusa

  • Três letras de Zeca Afonso

    Cultura

    No dia em que se assinalam 30 anos da morte de Zeca Afonso, Raquel Marinho, jornalista da SIC e divulgadora de poesia portuguesa contemporânea, escolhe três letras do cantor e autor para dizer, em forma de homenagem.

    Raquel Marinho

  • Cunhado do Rei de Espanha em liberdade sem caução

    Mundo

    Inaki Urdangarin vai mesmo aguardar o desenrolar do recurso em liberdade na Suíça, onde o marido da Infanta Cristina tem residência oficial e onde terá de se apresentar às autoridades uma vez por mês, para além de estar obrigado a comunicar qualquer deslocação fora da Europa. De fora fica ainda o pagamento da caução de 200 mil euros pedida pelo Ministério Público espanhol.