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Presidente da Venezuela acusa Barack Obama de ter obsessão contra si

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje o seu homólogo norte-americano Barack Obama de ter "uma obsessão" contra si por recomendar aos venezuelanos "a eleição, quanto antes, de um Governo legítimo".

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

"Quando li essa declaração não acreditei. A primeira vez que (Barack Obama) diz que há que mudar o Governo. Quem és, Obama para opinar sobre a Venezuela? Ocupa-te do teu país que está bem mal", disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, durante uma entrevista ao canal multi-estatal de televisão Telesul e comparou Obama ao seu antecessor, o republicano George W. Bush, e as suas "velhas obsessões" contra a Venezuela.

O Presidente venezuelano considerou que Barack Obama está desesperado e lamentou que pretenda "passar à história como uma mancha contra a Venezuela", alimentando "a loucura" da oposição venezuelana, que pretende afastar Maduro do poder ainda este ano.

Barack Obama manifestou-se na segunda-feira preocupado como a crise económica na Venezuela e recomendou a eleição, o quanto antes, de um Governo legítimo.

"Francamente, estamos preocupados com o estado da economia [da Venezuela]", disse numa entrevista concedida ao canal de televisão CNN em espanhol, durante a qual vincou que "os Estados Unidos não têm nenhum interesse em ver a Venezuela fracassar" e que as economias dos países do continente americano estão todas interligadas.

"Se a Venezuela fracassar, isso poderá ter um impacto [negativo] nas economias da Colômbia, da América Central, ou do México e isso, por sua vez, poderá afetar a economia norte-americana", disse.

O Presidente norte-americano frisou ainda que os Estados Unidos querem "que o povo venezuelano tenha sucesso", precisando, no entanto, que será "mais difícil" se os venezuelanos "não solucionarem alguns dos problemas de governabilidade que os afetam há bastante tempo".

"Assim que o povo venezuelano puder eleger um Governo em que confie, que seja legítimo e que possa começar a implementar políticas económicas que o tirem da espiral em que se encontra, melhor será para todos nós", frisou.

Lusa

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