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Moçambique entre os dez países mais afetados pela Sida

Moçambique continua entre os dez países mais afetados pela Sida no mundo e a prevalência em raparigas com idade entre 15 e 25 anos é três vezes mais alta que nos homens, informou hoje a ministra moçambicana da Saúde.

© Grant Neuenburg / Reuters

"No nosso país, a Sida continua a ser um dos principais motivos para o volume de pacientes que diariamente recorrem às nossas unidades sanitárias", disse Nazira Abdula, falando durante a 6.ª reunião do Programa Controlo de ITS (Infeções de Transmissão Sexual) e Sida, realizada em Maputo.

Quando as estatísticas oficiais indicam que do universo de 1,6 milhões de pessoas infetadas com Sida em Moçambique, apenas 640 mil procuram tratamento e mais de um terço abandonam-no logo no primeiro ano, o país continua entre os dez países mais afetados pela doença em todo mundo e a permanência dos doentes nos centros de saúde continua a ser um desafio.

Apesar de o país ter assumido o compromisso internacional de acesso universal ao tratamento antirretroviral, assinado em 2011, em Nova Iorque, a falta dos medicamentos em Moçambique ainda é uma realidade, principalmente nas zonas rurais, onde o sistema de saúde ainda é deficitário.

Como forma de responder às necessidades das pessoas afetadas com a epidemia, prosseguiu Nazira Abdula, Moçambique precisa de assegurar que os centros de saúde desponham de pessoal capacitado, meios de diagnósticos e medicamentos adequados, uma ambição que só será possível com o apoio de parceiros.

"Quero, aqui, reafirmar o compromisso do Governo de combater essa epidemia", declarou a governante, apontando o planeamento e coordenação como condições elementares para o alcance dos objetivos traçados.

Uma das principais preocupações do Governo atualmente, afirmou Nazira Abdula, está ligada à prevalência da doença em raparigas entre 15 e 24 anos, principalmente nas zonas mais recônditas.

Em dezembro, líderes de três das principais organizações internacionais de combate à Sida sugeriram ao Governo de Moçambique a adoção de novas políticas urgentes para reduzir novas infeções e evitar o descontrolo da epidemia.

"Acreditamos que há uma completa urgência", disse à Lusa, na altura, Deborah Birx, coordenadora das Atividades de Combate ao VIH/Sida do Governo dos EUA, no fim de uma visita de dois dias a Moçambique com os diretores-executivos da ONUSida, Michel Sidibé, e do Fundo Global para o Combate à Sida, Tuberculose e Malária, Mark Dybul, a primeira que os três dirigentes realizam juntos a um país.

A coordenadora norte-americana indicou ainda que as projeções até 2028 indicam uma clara diferença entre a estimativa de acentuada descida de novas infeções e mortes por VIH em Moçambique, caso haja novas medidas e urgentes, e os cálculos de subida contínua no mesmo período, "sem que se faça algo de diferente".

Em Moçambique, tal como na África Subsaariana, o número de jovens aumentou entre 30% e 40%, colocando esta faixa em risco de novas infeções, sobretudo mulheres, o que significa que, se um bebé é salvo à nascença do VIH e contrair o vírus quando fizer 16 anos porque não se fez nada, "é absolutamente trágico".

Lusa

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