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Oposição diz que nomeação de Lula revela "imoralidade" e "desespero"

O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Roberto Freire, qualificou hoje como um sinal de "imoralidade" e de "desespero" o facto de o Governo brasileiro ter nomeado o ex-Presidente Lula da Silva para ministro da Casa Civil.

O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva aceitou hoje integrar o executivo de Dilma Rousseff, assumindo a pasta da Casa Civil, segundo o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, citado pela imprensa, e informações do deputado José Guimarães, do PT, divulgadas na rede social Twitter.

Contactada pela Lusa, a presidência brasileira não confirmou a informação.

"Infelizmente, a República brasileira tem um Governo que é usado para criar obstáculos à investigação da justiça do nosso país", disse Roberto Freire, em declarações à agência Lusa.

Para o deputado, a Presidente "está a utilizar o seu Governo para garantir a Lula, que está a ser investigado pela Justiça Federal brasileira, um foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal", o que constitui "uma imoralidade".

Ao entrar para o Governo, o ex-Presidente, que é investigado no âmbito da Operação Lava Jato, sobre um esquema de corrupção em várias empresas, incluindo a petrolífera Petrobras, passa a ter direito a foro privilegiado, podendo apenas ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

Roberto Freire adiantou à Lusa que o seu partido, que conta com 10 assentos na Câmara dos Deputados, está a discutir com os demais partidos da oposição o que poderá ser feito a nível judicial para impedir esta nomeação, porque, considerou, há indícios de ilegalidade, dado que se trata de um "desvio de função" para "impedir a investigação ou até obstruir a justiça".

"É como se uma autoridade qualquer transferisse de uma jurisdição para outra um polícia que está a ser investigado por algum crime cometido. Isso concretamente significa atropelar o exercício da investigação da justiça", explicou.

Do ponto de vista político, Roberto Freire avaliou que "o desespero tomou conta do Governo Dilma Rousseff, de Lula da Silva e do PT [Partido dos Trabalhadores]", partido que apoia ambos, e falou numa "tremenda roubalheira que assaltou o Governo", sendo o exemplo maior o "petrolão", o escândalo de desvio de dinheiro da Petrobras.

Lusa

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