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Morreu antigo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Guido Westerwelle

Guido Westerwelle, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros liberal e primeiro membro do Governo alemão abertamente homossexual, morreu hoje aos 54 anos vítima de leucemia, anunciou a sua fundação na sua página da rede social Facebook.

© Hannibal Hanschke / Reuters

"Estamos em luto pela morte do nosso chefe Guido Westerwelle. Morreu a 18 de março de 2016 no hospital universitário de Colónia (oeste), na sequência do seu tratamento contra a leucemia", indicou a sua organização caritativa, a Westerwelle Foundation. "Vai fazer-nos eternamente falta".

Antigo dirigente do partido liberal FDP, advogado de profissão, foi chefe da diplomacia e vice-chanceler de Angela Merkel entre 2009 e 2013, durante o segundo governo dirigido pela chanceler conservadora.

Em junho de 2015 a sua fundação anunciou que sofria de "uma forma aguda de leucemia", e que se encontrava "sob tratamento médico com o objetivo de um completo restabelecimento".

Este inverno publicou um livro onde descreve a sua doença. "Quero absolutamente viver ainda", declarou, em novembro, em entrevista ao semanário Der Spiegel.

Westerwelle vivia com Michael Mronz, um empresário de Colónia como o qual assinou um contrato de união civil, precisou a agência noticiosa France-Presse.

Na página da Internet da Fundação, uma mensagem assinada pelos dois homens declara: "Combatemos. Tínhamos um objetivo. Estamos reconhecidos por este tempo em conjunto e genial. O amor permanece. Guido Westerwelle e Michael Mronz, Colónia, 18 março 2016".

Westerwelle chegou aos comandos da diplomacia alemã sem experiência nessa área após ter presidido ao renascimento do seu partido, que nas eleições de 2009 obteve 15% dos votos e se impôs como o parceiro de coligação da CDU de Merkel.

A sua passagem para o Ministério dos Negócios Estrangeiros foi muito criticada na Alemanha, por um eventual desconhecimento dos principais dossiês.

Nos últimos meses nesta função acompanhou de perto a crise política ucraniana, marcada em fevereiro de 2014 pela fuga do presidente Viktor Ianoukovitch na sequência dos contínuos protestos da oposição.

Lusa

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