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Denunciados abusos contra doentes mentais na Indonésia

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje abusos contra doentes mentais na Indonésia e criticou a falta de alternativas oferecidas pelas autoridades.

(Arquivo)

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© Beawiharta Beawiharta / Reute

Num relatório intitulado "Viver no inferno: Abusos contra as pessoas com incapacidade psicossocial na Indonésia", a HRW evidencia a entrada forçada de pessoas com problemas de saúde mental em instituições psiquiátricas onde são sujeitas a violência sexual e física, incluindo terapia com eletrochoques.

Noutros casos, as próprias famílias colocam os seus familiares doentes, que muitas vezes acabam acorrentados, em lugares insalubres devido ao estigma social e à ausência de apoios comunitários.

"Acorrentar as pessoas com problemas de saúde mental é ilegal na Indonésia, no entanto, continua a ser uma prática generalizada e brutal", afirma Kriti Sharma, investigadora da HRW que documentou 175 casos de pessoas que se encontram atualmente acorrentadas, fechadas ou que foram recentemente libertadas.

"As pessoas passam anos imobilizadas com correntes, estoques de madeira ou fechadas em estábulos de cabras porque as suas famílias não sabem o que fazer com elas e o Governo não oferece alternativas mais humanas", indica Sharma.

Para esta investigação, a HRW entrevistou 149 pessoas, entre adultos e crianças com incapacidades psicossociais, e visitou 16 instituições psiquiátricas e centros tradicionais de terapia nas ilhas de Java e Sumatra.

A Indonésia proibiu em 1977 o acorrentamento dos pacientes em espaços de dimensão reduzida, um método conhecido no país como "pasung", ainda que cerca de 18.800 pessoas continuem hoje a sofrer com esta prática.

A HRW insta o Governo indonésio a inspecionar regularmente todas as instituições psiquiátricas públicas e privadas, e a tomar medidas contra os centros que pratiquem o acorrentamento ou abuso de pessoas com problemas mentais.

Lusa

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