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Centrais de carvão usam água suficiente para abastecer mil milhões de pessoas

Um novo relatório da Greenpeace conclui que as centrais de carvão estão a "sorver" a já escassa reserva global de água, consumindo o equivalente ao abastecimento de mil milhões de pessoas.

Anunciando o seu primeiro estudo "central a central", a Greenpeace alertou para o facto do uso de energia decorrente do carvão estar a aumentar.

Anunciando o seu primeiro estudo "central a central", a Greenpeace alertou para o facto do uso de energia decorrente do carvão estar a aumentar.

© Ina Fassbender / Reuters

Anunciando o seu primeiro estudo "central a central", a Greenpeace afirmou que o uso de energia decorrente do carvão vai crescer, com o aumento do número de centrais, causando uma "enorme pressão" nas principais bacias hidrográficas do mundo e ameaçando comunidades.

No relatório "A grande tomada de água: Como a indústria do carvão está a agravar a crise global de água", o grupo ambientalista instou os governos a travarem a sua dependência do carvão, uma das principais fontes de eletricidade e um forte poluente.

Gigantes asiáticos como a China e a Índia foram apontados como os maiores consumidores de carvão.

As centrais usam água em quase todas as fases de produção, da extração à lavagem do carvão, passando pelo tratamento dos resíduos de combustão, aponta o relatório.

"Ao escolher continuar com os grandes investimentos em carvão para alimentar as economias nas próximas décadas, os governos estão a comprometer o mundo com um futuro em que a luta pelos recursos hídricos é ainda mais desesperada", pode ler-se.

A Greenpeace analisou dados das 8.359 centrais de carvão no mundo e tratou informação sobre outras 2.600 centrais planeadas, concluindo que as já existentes "consomem água suficiente para responder às necessidades básicas de mais de mil milhões de pessoas".

Mais de um quarto das centrais existentes e propostas estão localizadas em áreas onde os recursos hídricos estão a ser usados mais rapidamente do que são repostos. Mais de 40% das centrais existentes ou planeadas são em áreas categorizadas como estando sob "elevada pressão hídrica".

China, Índia e Turquia são listados como os três países que têm mais centrais projetadas em áreas que estão a secar.

Lusa

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