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Amnistia Internacional denuncia "chocantes" execuções na Malásia

A Amnistia Internacional denunciou que as autoridades malaias enforcaram esta sexta-feira três homicidas condenados, apesar de pedidos de clemência de grupos de defesa dos direitos humanos, que apelidaram as execuções de "chocantes e perturbadoras".

Joshua Paul

Organizações internacionais e malaias, incluindo o comité dos direitos humanos da ONU l,ançaram esta semana apelos às autoridades para suspenderem a execução de Gunasegar Pitchaymuthu.

No entanto, a Amnistia alerta também para o caso dos irmãos Ramesh e Sasivarnam Jayakumar, que foram igualmente enforcados hoje.

A Malásia não anuncia publicamente as execuções e divulga pouca informação sobre a aplicação da pena de morte, pelo que não há confirmação oficial dos enforcamentos.

Nos últimos anos, dirigentes malaios têm indicado que o recurso à pena capital pode ser revisto, mas não são conhecidos progressos concretos.

"O facto de estas mortes aconteceram numa altura em que o Governo malaio está ativamente a discutir a abolição da pena de morte obrigatória faz com que as execuções sejam ainda mais chocantes e perturbadoras", disse Josef Benedict, diretor de campanhas da Amnistia no sudeste asiático, em comunicado.

"Estes enforcamentos são um revoltante lembrete que as autoridades malaias devem redobrar os seus esforços para estabelecer uma moratória sobre as execuções como primeiro passo para a abolição da pena de morte", diz o comunicado.

O gabinete para o sudeste asiático do Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU apelou, na quinta-feira, à suspensão da execução de Gunasegar Pitchaymuthu, afirmando estar "preocupado com a prática da Malásia de realizar execuções em segredo".

Cerca de 900 pessoas estão no corredor da morte na Malásia, a maioria por crimes de droga, segundo têm indicado dirigentes.

Desde 1960, quase 450 pessoas foram executadas, de acordo com dados divulgados em 2011, mas os ativistas dizem que os casos mais recentes têm sido raros.

Em 2014, as autoridades suspenderam a execução de um homicida condenado, Chandran Paskaran, após uma campanha de organizações de defesa de direitos humanos.

Lusa

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