sicnot

Perfil

Mundo

Responsável europeu alerta para risco de ciberataques à rede nuclear belga

O coordenador para o antiterrorismo da União Europeia (UE), Gilles de Kerchove, alertou para o risco de os jihadistas cometerem ciberataques nas centrais nucleares da Bélgica e noutras infraestruturas do país, no espaço de cinco anos.

© Vincent Kessler / Reuters

Em entrevista ao jornal Libre Belgique, hoje publicada, De Kerchove diz que é "incapaz de dizer se há falhas na proteção" das centrais nucleares belgas, mas admite que não se surpreenderá que "no futuro, o setor nuclear seja alvo de ciberataques".

"Não creio que o ciber-terrorismo seja já uma realidade, mas não estranharia que nos próximos cinco anos haja tentativas de utilizar a internet para cometer atentados", afirmou, acrescentando que estes ataques poderiam afetar "o centro de gestão de uma central nuclear, de uma barragem, de um centro de controlo do tráfego aéreo ou um sistema de cruzamento de linhas dos caminhos-de-ferro".

Por isso, Gilles de Kerchove considera que é urgente investir no reforço da segurança dos sistemas informáticos de controlo destas infraestruturas, advertindo que "as novas tecnologias podem permitir que um indivíduo isolado possa cometer um atentado de grande escala".

Além disso, o responsável europeu disse também que o Daesh "demonstrou uma enorme sofisticação no uso das redes sociais" e que "há uma geração que nasceu com a internet" e que é aficionada às novas tecnologias.

De Kerchove alertou ainda para a ameaça da "miniaturização dos explosivos e da biotecnologia" e deu mesmo um exemplo: "seria possível, através da biotecnologia de síntese, manipular um vírus do tipo do ébola".

O coordenador para o antiterrorismo da UE adiantou que a Comissão está a refletir sobre a melhor maneira de aumentar a defesa dos Estados Membros a eventuais ciberataques.

Lusa

  • Incêndio de Setúbal "quase dominado"
    4:04

    País

    O incêndio que deflagrou segunda-feira em Setúbal está "quase dominado", segundo informações da presidente da Câmara. Maria das Dores Meira diz que não há feridos a registar e que os habitantes já vão regressando a casa. Para ajudar no combate ao fogo foram enviados meios de Lisboa.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.