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Governo brasileiro confirma negociação com aliados após saída do PMDB

O executivo brasileiro já esperava a saída do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) da coligação de Governo e, agora, pretende fazer novos acordos com outros dos seus aliados.

Michel Temer, vice-Presidente do Brasil e líder do PMDB

Michel Temer, vice-Presidente do Brasil e líder do PMDB

© Adriano Machado / Reuters

A informação foi dada pelo ministro da chefia do Gabinete Presidencial do Brasil, Jaques Wagner, numa breve conferência de imprensa.

"Estamos conversando desde ontem [segunda-feira]com os demais partidos da coligação porque já estava clara a decisão do PMDB. Vamos fazer uma repactuação", disse.

Na prática, o Partido dos Trabalhadores (PT) está a negociar com os seus aliados a redistribuição de cerca de 600 cargos e sete ministérios, anteriormente ocupados por elementos do PMDB, precisou.

Estes lugares deverão ser ocupados por elementos ligados aos partidos que apoiam a Presidente Dilma Rousseff.

Os beneficiados serão os aliados já conhecidos, Partido Progressista (PP), partido da República (PR), Partido Social Democrático (PSD), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Republicano Da Ordem Social (PROS).

A base de governo conta com 216 deputados entre os 513 membros da Câmara e 26 dos 81 membros do Senado.

Wagner informou que a redistribuição dos cargos pode ser concluída na próxima sexta-feira.

Questionado sobre a possibilidade de uma renúncia do atual vice-presidente do Brasil, Michel Temer, que também é presidente do PMDB, Wagner respondeu: "o mandato é dele [Temer]. Não cabe a mim julgar [o que fazer], cabe a ele".

Wagner indicou, porém, que a relação de Dilma Rousseff com seu vice "será educada, mas acho que está politicamente interditada".

O diretório nacional do PMDB anunciou hoje a saída da coligação de governo numa decisão tomada por aclamação.

Além de sair da coligação, o PMDB também anunciou que os ministros do partido, que atualmente ocupam sete pastas, deverão deixar o Governo imediatamente.

Lusa

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