sicnot

Perfil

Mundo

Lula pode ser ministro, mas deve continuar a ser investigado diz PGR

O procurador-geral da República brasileiro considerou que o ex-presidente Lula da Silva pode assumir o cargo de ministro da Casa Civil, mas que deve continuar a ser investigado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso Lava Jato.

Lula da Silva, antigo presidente do Brasil

Lula da Silva, antigo presidente do Brasil

© Paulo Whitaker / Reuters

Num parecer enviado esta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Janot entendeu que, do ponto de vista jurídico, não há obstáculos para a nomeação para ministro de uma pessoa investigada criminalmente.

Mas o procurador-geral da República sugeriu que existem elementos para apontar "ocorrência de desvio de finalidade" no ato da nomeação de Lula da Silva.

Neste sentido, Rodrigo Janot pediu a manutenção da investigação nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

A nomeação de Lula da Silva para ministro foi interpretada por alguns como uma forma de o antigo Presidente escapar ao juiz Sérgio Moro, dado que os ministros têm foro privilegiado, podendo apenas ser investigados pelo Supremo.

A nomeação de Lula da Silva para o cargo piorou ainda mais a popularidade da Presidente Dilma Rousseff, que enfrenta pedidos de impugnação.

  • Bataglia deixou passar 12 milhões pela sua conta a pedido de Salgado
    2:05

    Operação Marquês

    O presidente da Escom e arguido na Operação Marquês Helder Bataglia terá admitido que Ricardo Salgado utilizou uma conta bancária do empresário, na Suíça, para passar 12 milhões de euros a Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates. O amigo de Sócrates e Bataglia terão combinado várias formas de não levantar suspeitas. A notícia é avançada pelo jornal Expresso na edição deste sábado.

  • Cágado tratado com implante impresso em 3D
    2:26
  • Patrões não aceitam alterações ao acordo de concertação social
    2:25

    Economia

    As confederações patronais foram esta sexta-feira ao Palácio de Belém dizer ao Presidente da República que não aceitam que o Parlamento faça alterações ao acordo de concertação social. Os patrões dizem ainda ter esperança que o Parlamento não chumbe o decreto-lei que reduz a TSU das empresas com salários mínimos.