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A história da foto com o pirata do ar

O jovem britânico que tirou uma fotografia ao lado do egípcio que desviou ontem para Chipre um avião da EgyptAir explica que o fez porque "não tinha nada a perder". Uma imagem surrealista que está hoje a fazer manchetes na imprensa mundial e nas redes sociais.

Ben Innes, 26 anos, que vive em Aberdeen (Escócia), posa a sorrir ao lado do egípcio que era portador de um cinto de explosivos falso e foi um dos últimos passageiros a abandonar o avião no aeroporto de Larnaca, em Chipre.

"Pensava que a bomba era verdadeira. Não tinha de qualquer maneira nada a perder em aproximar-me dele", contou Ben Innes ao tabloide britânico The Sun.

"Após cerca de meia hora no avião em Larnaca, pedi-lhe para fazer uma foto com ele enquanto todos nós aguardávamos (pela resposta às reivindicações do pirata do ar). Dei por mim a perguntar-me: 'Porquê?'. Pensei que se ele se fizesse explodir, a fotografia não existiria. Mas pensei também que poderia ser uma forma de perceber se o cinto era verdadeiro ou não", referiu.

Logo depois, acrescentou, pediu a um membro da tripulação para traduzir o pedido ao pirata do ar, que aceitou, permitindo que uma hospedeira tirasse a fotografia.

Amigos de Ben Innes, citados pelo diário britânico The Guardian, afirmaram-se, porém, "pouco espantados" com a atitude.

"Ele não tem medo de nada. Tem tudo a ver com o seu caráter", disse um dos amigos de Ben Innes, citado por outro jornal, o Telegraph.

O pirata do ar fez crer que era portador de um cinto de explosivos para convencer o piloto do Airbus A-320 da EgyptAir, que fazia a ligação entre Alexandria e o Cairo, a dirigir-se para Chipre, a cerca de 500 quilómetros da costa egípcia.

Após aterrar em Larnaca, seguiram-se seis horas de tensão, ao mesmo tempo que, aos poucos, foram sendo libertados os 55 passageiros e a tripulação.

Com Lusa

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