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Ministra francesa compara mulheres que usam véus a negros que apoiam escravatura

Uma ministra francesa comparou na quarta-feira as mulheres que usam véu aos "negros que apoiavam a escravatura" numa reação contra a crescente tendência dos criadores para fazerem roupa orientada para as islâmicas.

Ministra da Família francesa, Laurence Rossignol

Ministra da Família francesa, Laurence Rossignol

© Charles Platiau / Reuters


A ministra da Família francesa, Laurence Rossignol, indignou-se nas redes sociais, juntando-se ao cofundador da Yves Saint Laurent, Pierre Bergé, que atacou os estilistas que estão a criar vestuário islâmico, acusando-os de participarem na "escravidão das mulheres".

Várias marcas do mundo da moda apresentaram este ano coleções especificamente dirigidas ao mercado muçulmano.

Laurence Rossignol, que também é responsável pela pasta dos direitos das mulheres, já explicou que se estava a referir a um panfleto abolicionista do filósofo Montesquieu, quando dez aos seus controversos comentários.

À agência noticiosa AFP, a ministra admitiu que cometeu um erro de linguagem.

"Mas não retiro uma palavra", acrescentou.

"Os criadores não deviam estar envolvidos com a moda islâmica. Os estilistas devem existir para tornar a mulher mais bonita, para lhes dar mais liberdade, não para colaborar com a ditadura imposta que obriga as mulheres a esconderem-se e a viverem escondidas", salientou, por seu lado, Pierre Bergé.

Enquanto a França bane a cobertura da cara com véus, algumas das suas maiores casas de moda criam roupa específica para mulheres islâmicas.

Lusa