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Ex-governante argentino ouvido hoje em tribunal por negócio com Portugal e Espanha

O antigo secretário dos Transportes da Argentina Ricardo Jaime deverá ser presente hoje a tribunal em Buenos Aires para responder por alegados crimes de peculato no âmbito da compra de carruagens à CP e a Espanha em 2005.

Reuters

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, Ricardo Jaime entregou-se no domingo na esquadra da polícia da província de Córdoba, centro do país, depois de ter tido conhecimento de uma ordem judicial que pedia a sua detenção.

O antigo secretário de Estado dos Transportes permanecia, no domingo, detido no edifício Centinela, em Buenos Aires, na sede da polícia.

Ricardo Jaime, homem de confiança do ex-Presidente Néstor Kirchner, passou a noite detido na Unidade Especial de Investigação e Procedimentos Judiciais, no edifício da Centinela no bairro de Retiro, em Buenos Aires.

O juiz Julián Ercolini decidiu há uns dias deter Ricardo Jaime, que passou pelos governos de Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015), e do seu assessor Manuel Vázquez devido à compra de carruagens e locomotoras usadas de Espanha e de Portugal.

Em 2014, a venda de carruagens usadas à Argentina foi o motivo que desencadeou a investigação, que levou a Polícia Judiciária a fazer buscas na CP - Comboios de Portugal.

Em causa estavam indícios de corrupção ligados a um negócio feito pela CP há uns anos, de venda de carruagens usadas para a Argentina.

Em 2005, a CP vendeu 2.135 toneladas de "material circulante" (carruagens e locomotivas) destinado aos caminhos-de-ferro da Argentina.

O negócio destas carruagens e locomotivas, fechado por 6,9 milhões de euros, foi celebrado pela CP e pela então secretária de Estado dos Transportes de Portugal, Ana Paula Vitorino, com o departamento governamental homólogo da Argentina.

Este contrato foi celebrado durante uma visita a Portugal, em 31 de maio de 2005, do então secretário de Estado dos Transportes argentino, Ricardo Jaime, no contexto das relações económicas entre os dois países.

Tratava-se de material circulante que a CP tinha desativado em 2003, em consequência da progressiva eletrificação e modernização das ferrovias portuguesas, e que foi revisto pela Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, do grupo CP.

Lusa

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