sicnot

Perfil

Mundo

Cidadãos da UE gastam entre 21 e 31 mil milhões de euros por ano em drogas ilícitas

Os cidadãos da União Europeia devem gastar entre 21 e 31 mil milhões de euros anualmente em drogas ilícitas, segundo um relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA) e a Europol (Serviço Europeu de Polícia).

(Arquivo)

(Arquivo)

© Steve Dipaola / Reuters

O documento conjunto, apresentado hoje em Bruxelas, mostrou como o mercado continua a ser um dos mais rentáveis para grupos de crime organizado e que os impactos se estendem a "outros tipos de atividades criminais e ao terrorismo" e a pressões sobre instituições governamentais.

Num comentário ao relatório, Alexis Goosdeel, do EMCDDA, e Rob Wainwight, Europol, notaram que o mercado continua a ser uma das principais ameaças para a segurança da UE e que esta é uma área impulsionada por "dois motivos simples: lucro e poder".

"A capacidade de minar esses motivos é fundamental se quisermos ter qualquer impacto sobre a criminalidade relacionada com a droga e reduzir os impactos mais amplos sobre a sociedade", concluíram os diretores das instituições.

O relatório refere que a cannabis é a droga mais usada na Europa e que terá um peso de 38% no mercado de drogas ilícitas, traduzindo entre 8,4 mil milhões e 12,9 mil milhões de euros anualmente.

Em 2015, a cannabis deverá ter sido usada por cerca de 22 milhões de adultos na UE, com aproximadamente 1% dos europeus a usarem este produto na base diária, "aumentando o risco de problemas de saúde e sociais", segundo o texto.

O mercado continua dominado pela erva cannabis, mas há um aumento da resina de cannabis oriunda de Marrocos e que poderá estar a ser traficada a par de outros bens e de pessoas.

A segunda droga mais vendida é a heroína, devendo valer cerca de 6,8 mil milhões de euros, segundo o texto, que refere que, "após um período de declínio, há sinais recentes de um aumento da disponibilidade" e que continua, "no geral, elevada" a produção de ópio no Afeganistão.

Novas rotas estão a emergir em África, no Cáucaso do Sul, na Síria e no Iraque, enquanto a rota dos Balcãs continua a ser um corredor fundamental para a entrada de heroína na UE, indicou o documento, notando uma diversificação do mercado, através de medicamentos de prescrição e de novos opiáceos sintéticos.

Por seu lado, a cocaína deverá ter um mercado anual estimado de, pelo menos, 5,7 mil milhões de euros e é usada sobretudo na Europa ocidental e do Sul, num consumo que se tem mantido estável, apesar de indícios de um aumento de disponibilidade.

"O cultivo de coca parece estar a aumentar depois de um período de declínio, mas é incerta a quantidade produzida de cocaína", lê-se no documento, que indica como pontos chave de partida do tráfico a Colômbia, Brasil e Venezuela.

As anfetaminas devem valer, por ano, entre 1.2 mil milhões e 2,5 mil milhões de euros, enquanto se estima uma média de 0.67 mil milhões de euros em relação a MDMA/ecstasy.

O texto indicou a Holanda e a Bélgica como locais de produção de MDMA e anfetaminas, enquanto as metanfetaminas parecerem ter sobretudo origem na República Checa.

No relatório foi ainda notado o número elevado de novas substâncias psicoativas que são vendidas como substitutas legais das drogas ilícitas.

"100 novas substâncias foram registadas em 2015 e o sistema de alerta da UE está a monitorizar mais de 560", acrescenta o documento.

Lusa

  • Outros casos de fuga de prisões portuguesas
    2:58

    País

    Nos últimos cinco anos, 52 reclusos fugiram de cadeias portuguesas, mas foram todos recapturados. Entre 1999 e 2009, fugiram oito reclusos da prisão de Caxias. Em 2005, um homem condenado a 21 anos de prisão fugiu de Coimbra, viajando por França e pela Polónia. Manuel Simões acabou por ser detido no regresso a Portugal.

  • Portugal sem resposta de Moçambique sobre português desaparecido em Maputo
    1:25

    País

    Portugal tem tentado, sem sucesso, obter respostas das autoridades moçambicanas sobre o rapto de um empresário português há sete meses. De acordo com a notícia avançada este domingo pelo jornal Público, uma carta enviada há duas semanas pelo Presidente da República ao homólogo moçambicano não teve resposta. O Governo de Moçambique tem ignorado pedidos de informação das autoridades portuguesas.

  • Táxi capaz de sobrevoar filas de trânsito ainda este ano no Dubai

    Mundo

    É o sonho de muitos que passam horas intermináveis em filas de trânsito. Trata-se de um drone com capacidade para transportar pessoas. "Operações regulares" deste insólito aparelho terão início em julho, no Dubai. O anúncio foi feito pela entidade que gere os transportes da cidade. Apenas um passageiro, com o peso máximo de 100 kg, pode seguir viagem neste táxi revolucionário, capaz de sobrevoar vias congestionadas pelo trânsito.