sicnot

Perfil

Mundo

Emergências humanitárias no Médio Oriente e Sudão do Sul são as que mais preocupam OMS

As emergências humanitárias que atualmente atingem Síria, Iraque, Iémen e Sudão do Sul são as que mais preocupam a Organização Mundial de Saúde (OMS), disse hoje o respetivo diretor de Gestão de Emergências e Resposta Humanitária, Rick Brennan.

Sudão do Sul. (Arquivo/Reuters)

Sudão do Sul. (Arquivo/Reuters)

© Mohamed Nureldin Abdallah / R

"Consideramos que estas emergências são as mais importantes, pelo número de pessoas afetadas e o incrível efeito devastados dos conflitos na saúde. Além disso, são conflitos que não parece irem resolver-se em breve", explicou Brennan.

Segundo cálculos da organização, nestes quatro países há mais de 32,5 milhões de pessoas que precisam de assistência médica e sanitária, o que representa quase metade dos 79 milhões de pessoas que carecem desse tipo de ajuda em todo o mundo, este ano.

A OMS estima que para suprir estas necessidades em 2016 é preciso um financiamento total de 2.200 milhões de dólares em ajuda, para o qual espera contribuir com mais de um quarto.

Só na Síria, a OMS procura ajuda para 11,5 milhões de pessoas que necessitam de ajuda sanitária, incluindo tratamentos para os traumas e tratamentos de saúde mental.

A organização procura igualmente ajuda para vacinas, medicamentos e material médico para os cinco milhões de refugiados que se encontram nos países vizinhos.

Além da Síria, Iraque, Iémen e Sudão do Sul, Brennan referiu-se à República Centro-Africana e à Etiópia como "zonas que não podemos deixar de vigiar".

O caso da Etiópia é especialmente preocupante para a OMS, já que o país está a sofrer os efeitos adversos do fenómeno climático 'El Niño', que provocou uma das maiores secas em décadas no país e deixou quase meio milhão de crianças em estado de subnutrição severa.

Outras emergências, como a do Zika na América Latina e a epidemia de febre amarela em Angola, somam-se aos 30 países para os quais a OMS pediu ajuda internacional, figurando entre eles Guatemala, Honduras, Somália, Palestina e Ucrânia.

O principal problema que a OMS enfrenta para atender a estas emergências são as doações, porque, segundo Brennan, "o nível das necessidades aumentou de modo absolutamente mais rápido do que o das doações", nos últimos anos.

O diretor explicou que apesar de a OMS receber maior quantidade de doações que outras organizações internacionais (conseguem cobrir entre 50% e 60% do solicitado), 2015 foi um ano especialmente difícil, em que só conseguiu obter cerca de 37% das verbas requeridas.

De acordo com o responsável, os doadores aumentaram as quantidades doadas ano após ano, mas a dita ajuda "não acompanhou o ritmo" das necessidades.

Lusa

  • Eurogrupo dá luz verde ao Orçamento do Estado
    0:29

    Orçamento do Estado 2017

    O Orçamento português passou no Eurogrupo mas os ministros das Finanças alertam que podem ser precisas mais medidas para cumprir as metas e em março vão voltar a olhar para as contas. Para já, estão satisfeitos com o compromisso assumido por Mário Centeno e mais sete ministros da zona euro, cujos Orçamentos estão em risco de incumprimento.

  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados".Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade. A SIC esteve em Luanda e falou com o advogado Adolfo Campos e com os músicos Carbono Casimiro, Mona Dya Kidi e David Salei. Já todos estiveram presos. Já todos foram vítimas de violência policial. Defendem que "a geração anterior comprometeu o país" e acreditam que só a mudança política pode trazer um futuro melhor. Para estes jovens activistas, a guerra que arrasou o país, e com que o regime justifica tudo, não deixou heróis, apenas "vilões e vítimas".

  • Homem e cão resgatados das águas na Andaluzia
    0:32