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Bebé morta em França tinha sido resgatada pelo tio de uma instituição em Portugal

A criança portuguesa que morreu sábado em França em circunstâncias ainda sob investigação foi resgatada de uma instituição de adoção em Portugal meses antes pelo tio, que a levou para Toulouse no sul de França, disse hoje fonte oficial.

© Stringer France / Reuters

Fonte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas declarou à agência Lusa que o tio é o homem do casal português, cujas identidades não foram reveladas, que cuidava de Leonardo e também irmão da mãe biológica, que o deixara para adoção em Portugal.

Segundo a fonte, a criança fora dada pela mãe para adoção e estava numa instituição quando o tio a foi buscar, levando-a para França, onde se juntou à companheira em Hers, próximo de Toulouse.

O homem, acrescentou a fonte, disse às autoridades policiais francesas que a criança teve uma "morte natural", mas as respetivas causas só serão definitivamente apuradas depois da autópsia, que deverá ser realizada em breve.

O casal português foi acusado terça-feira de homicídio de Leonardo, bebé de dois anos, em Toulouse.

Segundo o site ladepeche.fr, Leonardo foi declarado morto sábado pelos médicos de um hospital de Toulouse, para onde fora transferido com vários hematomas no dia anterior desde um moderno apartamento situado próximo de Hers.

Leonardo, cujos pais biológicos residem em Portugal, chegou ao hospital com uma paragem cardiorrespiratória, mas acabou por não resistir.

A fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, salientando que o caso está a ser acompanhado de perto pelo Governo português, indicou à Lusa que a mulher, de 24 anos, está inscrita no consulado português em Lyon, adiantando que é natural de Paços de Ferreira.

O ladepeche.fr cita um vizinho do casal a afirmar que o jovem de dois anos sofria de problemas pulmonares, mas os exames a que foi submetido indicaram que a morte nada teve a ver com a patologia, dando ainda conta de que o bebé apresentava um hematoma subdural no revestimento externo do cérebro.

O casal compareceu segunda-feira diante de um juiz, tendo a mulher sido acusada de "homicídio voluntário de um menor de 15 anos", ficando detida, e o homem de "não-assistência a pessoa em perigo", saindo, porém, em liberdade, mas sob controlo policial.

A justiça francesa, que já assumiu o caso, indicou que, durante o fim-de-semana, foram feitas investigações para tentar perceber porque razão a criança apresentou hematomas.

O ladepeche.fr refere que, na audição, o casal português reconheceu que Leonardo "chorava muito" e que era "uma criança difícil".

A publicação francesa, porém, levanta a questão sobre se o bebé terá sido vítima de um "gesto enervado" dos que dele cuidavam, gerando também dúvidas sobre se tal, a ter acontecido, terá sido premeditado.

Lusa

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