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Joia que pertenceu à rainha D. Amélia sem interessados em leilão em Hong Kong

Uma joia que pertenceu à rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos, foi a leilão em Hong Kong na terça-feira, mas não aparecerem interessados e não foi vendida, disse hoje à Lusa fonte da leiloeira Sotheby's.

Pregadeira de diamantes e esmeraldas que pertenceu à Rainha D. Amélia

Pregadeira de diamantes e esmeraldas que pertenceu à Rainha D. Amélia

Desenhada em finais do século XIX, com diamantes-rosa, esmeraldas, ouro e prata, a joia tinha um valor de licitação entre cerca de um milhão e 1,3 milhões de euros e era considerada uma das "estrelas" do leilão.

A joia não foi vendida por não ter sido apresentada qualquer licitação, revelou à Lusa a Sotheby's de Hong Kong.

"A grandeza deste broche reside não só na sua proveniência, mas também nas três atrativas esmeraldas colombianas, que são naturais e sem tratamento de clareza, em que a pedra central pesa uns impressionantes 12,22 quilates", lê-se no catálogo do leilão de terça-feira.

As esmeraldas, realçava a leiloeira, são "de elevado grau de clareza, raramente encontrado hoje".

"Um broche nobre com estas pedras preciosas importantes" que, segundo a Sotheby's, "atrai tanto aficionados e colecionadores de joias, como conhecedores de gemas".

A joia foi oferecida a D. Amélia, pelo seu padrinho, Luís, duque de Aumale, filho do último rei de França, Luís Filipe, a quando do seu casamento com o monarca português, em 1889.

O broche não se encontra em mãos portuguesas há décadas, a sua última proprietária foi Gabriele Murdock, que a vendeu à leiloeira Sotheby's, em Nova Iorque, em dezembro de 1999, e anteriormente tinha pertencido a uma princesa da casa real da Jugoslávia, que a tinha vendido também à leiloeira nova-iorquina em dezembro de 1981.

D. Amélia, mãe do último rei de Portugal, D. Manuel II, partiu para o exílio em Inglaterra em 1910, aquando da proclamação da república. Viveu em Inglaterra e mais tarde em França, no seu palácio, em Le Chesnay, a cerca de 17 quilómetros de Paris, onde morreu em outubro de 1951. Em 1945 efetuou uma visita a Portugal.