sicnot

Perfil

Mundo

Karadzic considera monstruoso o veredito de culpado de crimes de guerra

O ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic classificou hoje como monstruoso o veredito de culpado de crimes de guerra, emitido pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, na sua primeira comparência em tribunal após a condenação a 40 anos de prisão.

MICHAEL KOOREN

Numa audiência especial no tribunal sediado em Haia, Karadzic declarou mais uma vez a sua inocência de todos os crimes de que é acusado, incluindo genocídio, no âmbito das guerras dos Balcãs, na década de 1990.

O ex-dirigente sérvio-bósnio instou o TPIJ a libertá-lo para preparar o seu recurso, revelando que já tinha feito as malas antes do veredito de 24 de março, esperando ser libertado.

Mas os juízes do tribunal criado pela ONU consideraram que Karadzic, o mais alto responsável condenado por crimes cometidos durante as guerras que desmembraram a Jugoslávia, tinha responsabilidade criminal por homicídio e perseguição durante o conflito da Bósnia (1992-95).

O juiz O-Gon Kwon considerou Karadzic culpado de genocídio, pelo massacre de Srebrenica, em 1995, e outras nove acusações, incluindo exterminação, deportações e sequestro, num veredito emitido mais de duas décadas depois de ter sido acusado.

"Em vez da única decisão certa, a absolvição, e de me permitirem ir embora para casa -- eu já tinha feito as malas na unidade de detenção -, temos agora um julgamento, e é monstruoso, tal como a própria condenação é monstruosa", sustentou Karadzic.

"Durante oito anos, participei nos procedimentos de forma exemplar, para garantir que não contribuiria para comprometer o funcionamento deste tribunal de qualquer maneira que fosse", disse Karadzic na audiência especial que pediu para discutir os seus problemas de "saúde mental".

Quase 8.000 homens e rapazes muçulmanos foram assassinados e os seus corpos atirados para valas comuns em julho de 1995 em Srebrenica, no leste da Bósnia, quando as forças sérvias-bósnias ignoraram o contingente holandês de manutenção da paz, munido de armamento ligeiro, que protegia a zona segura pela ONU.

O massacre, considerado genocídio por dois tribunais internacionais, foi o maior derramamento de sangue em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Lusa

  • Deputado do PS abandona partido e pode colocar em causa maioria parlamentar
    2:28

    País

    Domingos Pereira foi eleito pelo círculo de Braga. Agora, vai demitir-se do Partido Socialista e entregar o cartão de militante. Contudo, mantém-se no Parlamento, passando assim a deputado independente na Assembleia da República. Pode estar em causa a maioria parlamentar quando o PCP se abstiver.

    Notícia SIC

  • Pedro Dias recusou mostrar caligrafia
    2:29

    País

    Pedro Dias forneceu esta segunda-feira ADN aos peritos do laboratório da polícia científica. O suspeito dos crimes de Aguiar da Beira também foi intimado a entregar amostras da própria caligrafia, mas recusou fazê-lo.

  • Autoridades italianas prosseguem buscas por desaparecidos em avalancha
    0:54
  • "O México não acredita em muros"
    0:45

    Mundo

    Em resposta a Donald Trump, o Presidente mexicano diz que o país não acredita em muros, mas em pontes. Enrique Peña Nieto diz ainda que o México vai procurar dialogar com os Estados Unidos sem confrontos, mas também sem submissão.

  • Carolina do Mónaco celebra o 60.º aniversário
    2:13

    Mundo

    Carolina do Mónaco celebra esta segunda-feira o 60.º aniversário. Em 60 anos, foi criança mediática, jovem rebelde e, agora, matriarca sem ser rainha. Carolina do Mónaco nunca saiu das revistas, por ser filha de Grace Kelly e Rainier do Mónaco, por ter somado namorados pouco recomendáveis para princesas, por ter perdido o pai dos seus filhos num terrível acidente.

  • Ator morre baleado durante gravações de videoclip na Austrália

    Mundo

    Um ator morreu depois de ter sido baleado durante as gravações de um videoclip da banda Bliss n Eso, na cidade australiana de Brisbane. A vítima foi identificada como Johann Ofner, de 28 anos. O homem chegou a receber a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.