sicnot

Perfil

Mundo

Explosões de estrelas podem ter influenciado evolução da vida na Terra

Explosões estelares que atingiram a Terra podem ter influenciado a evolução da vida no planeta, segundo dois estudos publicados na revista Nature.

O que restou da supernova G292.0+1.8.

O que restou da supernova G292.0+1.8.

Algumas deflagrações cósmicas coincidem com mudanças na temperatura e na fauna da Terra, o que sugere uma relação com as supernovas - explosões de estrelas -, indicou hoje a Universidade Nacional Australiana em comunicado.

"É uma coincidência interessante que elas correspondam a um período em que a Terra arrefeceu e passou da era do Plioceno ao Pleistoceno", afirmou Anton Wallner, professor do Departamento de Física Nuclear daquela universidade, autor de um dos estudos publicados na revista Nature.

O estudo de Anton Wallner e outro dirigido pelo alemão Dieter Breitschwerdt centram-se na análise do ferro-60, um isótopo radioativo que se produz na fase terminal da vida de uma estrela e lança não apenas matéria sólida na forma de ferro, mas também outros elementos, além de raios cósmicos.

Wallner, a par com colegas na Europa, Japão e Israel, analisou partículas de ferro-60 incorporadas a cinco quilómetros de profundidade na crosta terrestre e em sedimentos do leito oceânico do Pacífico, Atlântico e Índico.

A presença de ferro-60 nos principais oceanos levou os cientistas a assumir que existe uma distribuição uniforme global e, por isso, descartaram que se deve a um impacto isolado, como por exemplo o provocado por um meteorito.

A análise das partículas de ferro-60 indica que provêm de supernovas ocorridas entre há 3,2 e 1,7 milhões de anos, além de uma de há cerca de oito milhões de anos.

Esta última coincide com as mudanças globais ocorridas na fauna durante o Mioceno tardio.

Os cientistas sugerem que os raios cósmicos que procedem das supernovas poderão ter aumentado a quantidade de nuvens provocando uma descida da temperatura no planeta.

Segundo o estudo, as supernovas registaram-se a cerca de 300 anos-luz de distância, o que foi suficientemente visível durante o dia e a sua luminosidade compara-se à da Lua.

Contudo, o bombardeamento de raios cósmicos ao qual esteve exposta a Terra não foi suficientemente intenso em radiações para causar um dano biológico ou desencadear uma extinção em massa da vida.

Um segundo estudo de um grupo de investigadores alemães, liderados por Breitschwerdt, utilizou modelos informáticos para delinear a travessia das partículas de ferro-60 da 'Bolha Local', uma região de gás quente na Via Láctea.

Segundo os cientistas alemães, as supernovas ocorreram a distâncias de 294 a 327 anos-luz do Sol e a mais próxima -- 9,2 vezes maior do que a massa solar -- teve lugar há 2,3 milhões de anos, informou a cadeia televisiva australiana ABC.

Lusa

  • Depois do Fogo
    0:25

    Reportagem Especial

    Uma semana depois do incêndio de Pedrogão Grande são muitas as histórias de perda e de sobrevivência, mas também de solidariedade de pessoas anónimas, que não dormiram durante dias a fio, para apoiar na logística do difícil combate ao incêndio florestal mais mortífero de que há memória. Depois do Fogo, hoje no Jornal da Noite.

  • Portugal "precisa avançar no trabalho" para reduzir crédito malparado
    1:36

    Economia

    Bruxelas recomenda e insiste que o Governo português avance no trabalho para resolver o crédito malparado. Em entrevista à SIC e ao Expresso, o vice-Presidente da Comissão para o Euro e Estabilidade Financeira, Valdis Dombrovskis, adianta que Bruxelas está também a preparar um Plano de Ação ao nível europeu.

    Entrevista SIC/Expresso

  • Líder do Daesh abatido durante fuga

    Daesh

    Um líder do Daesh e o assistente foram abatidos pela polícia iraquiana, em Mossul. A notícia é avançada pela agência EFE que esclarece que os dois homens terão sido mortos enquanto fugiam do Oeste para Este da cidade iraquiana através do rio Tigre.