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Família de ativista angolano em greve de fome há 28 dias receia o pior

A família do ativista angolano Nuno Dala, um dos condenados pelo tribunal de Luanda em março e em greve de fome há 28 dias, afirma que o seu estado de saúde é preocupante e já receia o pior.

(EPA/ Arquivo)

A informação foi transmitida hoje à agência Lusa por Raquel Chitekulo, mulher do ativista, também professor universitário, integrante do grupo de 17 angolanos que foram condenados a 28 de março pelos crimes de atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores a penas entre os dois e os oito anos e meio de prisão.

A mulher, que o visita na cadeia, classificou como bastante grave o estado de saúde de Nuno Dala, salientando que desde domingo que já nem o soro oral consegue ingerir.

Raquel Chitekulo referiu ainda que a família solicitou aos serviços prisionais para ele ser alimentado por via intravenosa, mas até à presente data o pedido não foi atendido.

"Encontrei-o mesmo mal, ele ainda está a falar, mas já não consegue manter-se muito tempo sentado, tem as mãos a tremer. Saí de lá muito triste e desmotivada", lamentou hoje a mulher do ativista, em declarações à Lusa.

Raquel Chitekulo garante que já apelou ao marido para parar com a greve de fome, mas ele está determinado a continuar até que seja resolvida a sua situação.

O protesto de Nuno Dala serve para reclamar assistência aos problemas de saúde que enfrenta e a devolução da sua documentação e cartões de crédito para movimentação das suas contas.

Desempregada há vários meses, Raquel Chitekulo disse que teve de regressar a casa dos pais, que a estão a ajudar a sustentar a filha do casal, de dez meses.

"Ele não está a fazer isso para o tirarem da cadeia, ele está a fazer isso por causa da sua família, porque ele era o responsável de casa e pela sua filha", frisou.

Na carta em que anuncia a sua greve de fome, Nuno Dala justifica a decisão com as "violações" dos seus direitos, como a impossibilidade de ter acesso às contas bancárias "para fazer face às necessidades materiais e financeiras" da família.

Diz igualmente, que ainda aguarda pelos resultados de vários exames médicos a que foi submetido no laboratório do hospital militar principal ou pela devolução de verbas e documentos apreendidos aquando da sua detenção, a 20 de junho de 2015.

"Outros exames nunca foram feitos. Por outro lado, continuo sem receber tratamento efetivo das patologias de que padeço", denunciou na altura o ativista, garantindo que apenas suspende o protesto quando as exigências "forem satisfeitas", incluindo a devolução de todos os valores eventualmente saqueados" das suas contas.

Lusa

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