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Países Baixos rejeitam acordo UE-Ucrânia em referendo

O referendo holandês sobre o acordo de associação assinado entre a União Europeia e a Ucrânia teve uma taxa de participação de 32,2%, o que o torna válido, tendo ganho o "não", com 61,1%, indicam os resultados finais provisórios.

(Arquivo)

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© Yves Herman / Reuters

Os votos a favor do acordo de livre comércio entre a União Europeia e a Ucrânia, somaram 38,1%, informaram a estação de televisão pública NOS e a agência noticiosa holandesa ANP.

A comissão eleitoral vai divulgar os resultados definitivos no próximo dia 12, pelo que os dados disponíveis são os resultados provisórios divulgados pelos meios de comunicação.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, já reagiu, dizendo: "Agora entramos num processo que, seguramente, vai durar uns dias. Temos que discutir o assunto no Conselho de Ministros, na Europa e no Parlamento. Vamos dar tempo. Acho que devemos mostrar respeito para os eleitores", acrescentou.

Já Diederik Samson, líder dos trabalhadores do PvdA, que forma Governo com o liberak Rutte, considerou "complicado" o resultado do referendo e recomendou ao executivo que pense bem nos passos que irá dar.

O líder do partido islamofobo PVV, Geert Wilders, congratulou-se na rede social Twitter com o resultado do referendo e disse que "os dois terços dos votantes que disseram 'não' representam um voto de confiança das pessoas contra a elite em Bruxelas e Haia", referindo-se à União Europeia e ao governo de Rutte.

Também o eurocético britânico Nigel Farage se congratulou com o resultado do referendo, acrescentando ter falado com os organizadores da consulta popular da Holanda no sentido de estes se deslocarem ao Reino Unido para fazerem campanha na consulta popular, de 23 de junho.

Lusa

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