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Coreia do Norte garante ter capacidade de atacar EUA com armas nucleares

A Coreia do Norte garantiu hoje ter testado com sucesso um motor de míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), que lhe assegura capacidade de realizar um ataque nuclear ao continente americano, informaram meios oficiais.

Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte.

Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte.

© KCNA KCNA / Reuters

Graças a este novo motor, a Coreia do Norte "pode equipar os seus mísseis balísticos intercontinentais de um novo tipo com ogivas nucleares mais poderosas e manter ao alcance de tiro todas as zonas cheias de malfeitores da Terra, incluindo a zona continental dos EUA", afirmou o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que ordenou e controlou pessoalmente o teste, segundo a agência noticiosa da Coreia do Norte, KCNA.

Este "grande sucesso" dá ao país a "garantia" de poder lançar "(um) ataque nuclear sobre os imperialistas norte-americanos e outras forças hostis", declarou Kim, segundo a agência.

Muitos especialistas estrangeiros mostram-se céticos perante as numerosas reivindicações norte-coreanas do mesmo tipo, que se têm multiplicado nos últimos tempos. Estes peritos sugerem que o poder de Pyongyang procura evidenciar as suas ações antes do congresso do partido em maio.

O clima diplomático na península coreana não cessou de se degradar desde o quarto ensaio nuclear feito pela Coreia do Norte no início de janeiro, seguido em fevereiro pelo lançamento de um foguete, considerado como um teste disfarçado de um míssil de longo alcance.

Em resposta, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu no início de março novas sanções e mais pesadas contra Pyongyang, incluindo restrições ao comércio marítimo e à exportação de minerais, bem como a interdição de fornecimento de combustível para aviões e foguetes.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte intensificou os anúncios belicosos sobre os progressos dos seus programas nuclear e balístico proibidos pela ONU, garantindo ter conseguido miniaturizar ogivas termonucleares que podem ser colocadas sobre um míssil balístico e criar assim uma "verdadeira" dissuasão nuclear.

Lusa

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