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Último médico da cidade síria de Zabadani morto por atirador

Mohammed Khous foi morto por um atirador no passado mês de março quando terminava mais uma cirurgia num hospital de campanha e se preparava para descansar em casa do filho. A morte do médico, de 70 anos, o último de Zabadani está a gerar a indignação popular, várias manifestações alertaram a comunidade internacional para a situação vivida nesta cidade situada no sul da Síria, próximo da fronteira com o Líbano.

Zabadani, antiga estância turística da Síria, tem sido palco de manifestações de protesto que visam alertar para asituação vivida na cidade sitiada.

Zabadani, antiga estância turística da Síria, tem sido palco de manifestações de protesto que visam alertar para asituação vivida na cidade sitiada.

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Zabadani é palco de confrontos entre forças governamentais sírias e milícias do Hezbollah. De acordo com as Nações Unidas, quase meio milhão de sírios estão presos em cercos e as comitivas de ajuda humanitária só conseguiram chegar a cerca de 30% desses locais este ano. A maioria está sitiada pelas tropas de Bashar al-Assad e outros cerca de 200 mil pelo Daesh.

A falta de acessos a bens básicos contribuiu para que várias dezenas de pessoas morressem de fome ou doenças relacionadas com desnutrição.

Há registo de diversas vítimas dos atiradores que circundam a cidade. Um cerco das forças governamentais envolve Zabadani e impede a assistência médica no local. Mohammed Khous, médico admirado pela sua generosidade e pela sua capacidade como cirurgião multifacetado, também não resistiu à bala que sobre ele foi cirurgicamente disparada.

Perdendo o último médico, a cidade sitiada de Zabadani ficou ainda mais desprotegida. O caso alertou as autoridades internacionais.

As Nações Unidas anunciaram ontem que estão a preparar um plano para retirar os doentes e os feridos de quatro cidades sírias sitiadas durante a próxima semana.

Jan Egeland, que lidera o grupo de trabalho dedicado à ajuda humanitária para a Síria, afirmou que uma evacuação médica "de grande dimensão" está a ser planeada para Madaya e Zabadani, duas cidades próximas da capital síria de Damasco sitiadas pelas forças do regime e seus aliados, e para Foua e Kefraya, cercadas pelos rebeldes na região noroeste da Síria.

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