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ONG holandesa Solidaridad surge na investigação

A organização holandesa Solidaridad, que apoia o desenvolvimento e participou na criação da associação de comércio justo Max Havelaar, possui uma rede internacional de empresas de caixas de correio, revelam jornais holandeses, no âmbito do escândalo do Panama Papers.

Imagem de uma campanha da ONG Solidaridad

Imagem de uma campanha da ONG Solidaridad

facebook.com/solidaridadnl/photos

De acordo com os diários Trouw e Financieel Dagblad, estas empresas da Organização Não-Governamental (ONG) estão sediadas na África do Sul, Hong Kong e Panamá.

A Solidaridad utiliza uma fundação no Panamá, onde não tem quaisquer empregados ou atividades, para pagar as organizações com quem possui relações na América Central e na América do Sul, revelam os dois jornais.

"A Solidaridad não deve, portanto, pagar impostos sobre transações internacionais", afirmam.

Os dois jornais fazem parte do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (na sigla em inglês, ICIJ), que tem divulgado desde domingo documentos sobre práticas financeiras e fiscais duvidosas de personalidades do mundo inteiro, depois da fuga de informação de uma das maiores operadoras de 'offshores' [paraísos fiscais] do mundo, a Mossack Fonseca.

"Essas afirmações são falsas", reagiu a ONG no seu 'site', acrescentando: "Não é de maneira nenhuma uma questão de evasão fiscal, as atividades desenvolvidas no Panamá não são simplesmente tributáveis."

Graças ao seu estatuto, a ONG não paga impostos na Holanda e não quer pagar pelas suas transações internacionais, asseguram os dois diários.

A Central Bureau Fundraising (CBF), fundação independente que monitoriza a angariação de fundos de organizações de solidariedade, diz não estar informada sobre a existência dessa fundação no Panamá e afirmou que vai tentar determinar se a Solidaridad respeitou os "critérios de ONGs".

A Solidaridad garante ser "completamente transparente" no que diz respeito às suas atividades.

A ONG assegurou que os contatos com o escritório de advocados Mossack Fonseca, que, de acordo com oPanama Papers, perava um labiríntico sistema de evasão fiscal", foram imediatamente interrompidos, e frisou que a "Solidaridad não quer estar associada a empresas que não pagam impostos em seu próprio benefício".

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades 'offshore' estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

O semanário Expresso noticia ainda na edição de hoje que há mais de 240 portugueses nas 'offshores' do Panamá, entre os quais os nomes mais conhecidos são Luís Portela, Manuel Vilarinho e Ilídio Pinho.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas "offshore" em mais de 200 países e territórios.

A partir do Panama Papers, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em "offshores" e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

A informação está disponibilizada num mapa-mundo, no sítio deste jornal, em http://www.irishtimes.com/business/panama-papers.

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