sicnot

Perfil

Mundo

Javalis multiplicam-se em Fukushima e continuam a contaminar a região

A região de Fukushima, onde há 5 anos ocorreu o pior desastre nuclear desde Chernobil, está a ser palco de fenómenos invulgares. A vida selvagem está a desenvolver-se de forma descontrolada, depois de meia década sem qualquer intervenção humana. Exemplo disso é a multiplicação da população de javalis. Na ausência de caça, os animais reproduziram-se rapidamente e alimentaram-se de plantas e animais contaminados.

© Chris Helgren / Reuters

O crescimento desmesurado do número de javalis está agora a causar diversos estragos e a contribuir para a contaminação de uma vasta área, dado que estes animais selvagens são também portadores de radiação.

De acordo com o The Sunday Times, a população de javalis passou de 3.000 para 13.000 em 2014, 3 anos depois do acidente nuclear. Este aumento do número de javalis está a ser um dos maiores problemas para o desenvolvimento da agricultura, causando elevados danos mesmo fora da zona de quarentena.

Os caçadores que agora voltam a perseguir e matar javalis, deparam-se com uma dificuldade. As carcaças destes animais, impróprios para consumo devido à radiação, têm obrigatoriamente de ser incineradas. As autoridades viram-se obrigadas a construir instalações próprias para o efeito, mas que são ainda manifestamente insuficiente para responder às necessidades.

A 11 de março de 2011 um terramoto de magnitude 9 na escala de Richter atingiu a costa nordeste da ilha de Honshu, a mais povoada do arquipélago do Japão, causando mais de 18 mil mortos e desaparecidos. As ondas gigantes atingiram a central nuclear de Fukushima Daiichi. As emissões e fugas radioativas provocadas pelo acidente impediram o regresso a casa de milhares de pessoas que viviam nos arredores da central.

  • Japão, EUA e França vão trabalhar juntos para desmantelar central nuclear de Fukushima

    Mundo

    Japão, Estados Unidos e França vão trabalhar juntos para desmantelar a central nuclear de Fukushima. Os três governos vão trabalhar para desenvolver as tecnologias necessárias para retirar o combustível fundido da central nuclear. Na sexta-feira, dia 11, fez cinco anos desde que um terramoto, seguido de um tsunami, provocou a pior crise nucelar desde Chernobil em 86. Em cinco anos foi concluído apenas 10 por cento do trabalho para desmantelar a central.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Trabalhadores da saúde iniciam greve nacional

    País

    Trabalhadores da saúde estão esta sexta-feira a cumprir uma greve a nível nacional para reivindicar a admissão de novos profissionais, exigir a criação de carreiras e a aplicação das 35 horas semanais a todos os funcionários do setor.

  • Portugal a tremer de frio
    3:07

    País

    Portugal continua a registar temperaturas negativas, sobretudo no Norte do país. Em Trás-os-Montes, por exemplo, marcaram mínimas de 11 graus abaixo de zero e os termómetros desceram tanto que congelaram rios, canalizações de água e até aquecimentos de escolas. Mas nem tudo é mau pois os produtores falam em boa época para curar fumeiro.

  • Juiz brasileiro morto em acidente aéreo investigava corrupção na Petrobras
    1:28
  • Zoo da Indonésia acusado de querer matar ursos à fome

    Mundo

    Um grupo de ativistas da Indonésia acusa o Jardim Zoológico de Bandung de estar a matar à fome os seus animais, incluindo os ursos-do-sol, para ser fechado. Um vídeo recentemente publicado mostra os ursos, que aparecem muito magros e a implorar por comida.

  • Podem as plantas ver, ouvir e até reagir?

    Mundo

    Um professor de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, passou quatro décadas a investigar as relações entre vegetais e insetos. Na visão de Jack Schultz, as plantas são "como animais muito lentos", que conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos próprios.