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Amnistia Internacional pede que não se esqueçam os desaparecidos no México

A Amnistia Internacional (AI) exigiu hoje em Berlim, no decurso da vista do Presidente do México, que a defesa dos direitos humanos seja incluída na agenda bilateral com a Alemanha e que não sejam esquecidos os 27.000 desaparecidos no país.

Salil Shetty, secretário-geral da Amnistia Internacional.

Salil Shetty, secretário-geral da Amnistia Internacional.

© Tomas Bravo / Reuters

Cerca de 30 membros da AI concentraram-se esta tarde frente ao gabinete da chanceler Angela Merkel, no momento em que recebeu Presidente mexicano Henrique Peña Nieto na sua deslocação oficial à Alemanha, e exibiram várias fotografias de alguns dos 43 estudantes de Ayotzinapa, desaparecidos em 2014.

"Queremos que hoje não se discuta apenas tecnologia, economia ou energia... Mas também o importante tema dos direitos humanos", disse à agência noticiosa Efe Fabian Lischkowitz, porta-voz da secção alemã da AI.

Lischkowitz lamentou que os dois países manifestem sempre que a luta pelos direitos humanos e democracia são valores comuns, mas "quando organizam atividades conjuntas, o tema dos direitos humanos permanece ausente".

No protesto, em alguns cartazes lia-se "De norte a sul, de leste a oeste, venceremos esta batalha", ou "Aguenta Ayotzinapa, Berlim dá-te a mão".

Um membro da organização "Kollektiv por Ayotzinapa", que luta pelo respeito dos direitos humanos no México, assegurou que "todos os dias desaparece gente e não há nenhuma justiça nem nenhuma investigação".

Os manifestantes exigiram ainda aos governos alemão e mexicano o fim da impunidade perante os sistemáticos crimes no país latino-americano, e frequentemente associados às atividades em torno do narcotráfico.

Lusa

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